John Hultquist, analista-chefe do Grupo de Inteligência contra Ameaças do Google, disse que as descobertas provavelmente representam a “ponta do iceberg” em termos de como os criminosos e os hackers apoiados por governos estão impulsionando suas ações com uso de IA.

O relatório também detalhou como os hackers estão começando a entregar partes de suas operações digitais à inteligência artificial, usando-a para caçar autonomamente falhas de software para criar malware.

Os invasores estão começando a confiar nos sistemas de IA não apenas como ferramentas de pesquisa, mas como componentes ativos que podem analisar alvos, gerar códigos e tomar decisões com supervisão humana limitada, disseram os pesquisadores.

Criminosos digitais, bem como os grupos de hackers ligados a governos vinculados à China, Rússia e Coreia do Norte já estão experimentando a integração da IA diretamente nos fluxos de trabalho de ataque, segundo o relatório. Embora as técnicas ainda estejam em um estágio inicial, o Google alertou que elas poderão acelerar as campanhas de invasão de sistemas eletrônicos, reduzindo o tempo e a experiência necessários para se lançar ataques complexos.