Um passageiro espanhol do cruzeiro MV Hondius testou, esta segunda-feira, positivo para o hantavírus no hospital. A informação é avançada pela imprensa espanhola.

Miguel Barreo/Lusa
É um dos passageiros do MV Hondius que tinha desembarcado do navio no domingo.
O homem foi submetido a um teste PCR à chegada ao Hospital Gómez Ulla de Madrid, onde está em quarentena. O teste positivo é provisório e será repetido “nas próximas horas” para confirmação do resultado.
Não apresenta sintomas e, segundo a ministra da Saúde, o estado de saúde geral “é bom”.
O paciente será transferido para uma unidade de Tratamento de Alto Nível.
Os restantes 13 passageiros espanhóis testaram negativo. Também estes serão submetidos a um novo teste PCR.
Entre os espanhóis repatriados estão cinco pessoas da Catalunha, três de Madrid, três do Principado das Astúrias, uma de Castela e Leão, outra da Galiza e outra da Comunidade Valenciana.
O hospital reforçou o número de profissionais com 90 pessoas para a quarentena, que se vai estender por 42 dias.
Voos especiais partiram para Madrid, França, Países Baixos, Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Turquia e Reino Unido. Vinte britânicos e um alemão residente no país deverão ficar em isolamento em casa, durante 45 dias. Também nos Países Baixos e na Bélgica os passageiros assintomáticos vão ser monitorizados em casa. Já na Austrália, quando chegarem, os viajantes vão ficar pelo menos três semanas em quarentena num centro construído durante a pandemia.
A origem do surto ainda é desconhecida.
O hantavírus é endémico em algumas regiões da Argentina, sobretudo ao longo da Cordilheira dos Andes. Por ano, são reportados cerca de 60 casos.
Os sintomas da infeção são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.
O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. No entanto, a variante detetada no navio – o hantavírus Andes – é rara, mas pode transmitir-se de pessoa para pessoa.
Os primeiros casos de contágio humano aconteceram em 1996.