José Sena Goulão / LUSA

Gil Lameiras, treinador do Vitória de Guimarães

Ainda o afastamento de Nélson Oliveira no Vitória: o treinador Gil Lameiras deixou três motivos, um deles questionável.

O Vitória de Guimarães ficou sem um dos seus capitães, por decisão do clube: Nélson Oliveira.

O clube anunciou na sexta-feira que o avançado está temporariamente afastado das actividades do plantel principal “ por motivos de natureza disciplinar”.

Na resposta, o jogador escreveu que esta decisão “nada tem a ver com disciplina”. Contou que foi castigado por ter “defendido um colega” numa situação que considerou “profundamente injusta”.

Neste domingo, o treinador do Vitória de Guimarães abordou o assunto, em conferência de imprensa.

Gil Lameiras, primeiro, deixou a entender que Nélson Oliveira não tem estado “no limite em todos os treinos e em todos os jogos”.

Segundo, também deixou a ideia de que o internacional português não gostou de ficar no banco de suplentes: nos últimos 4 jogos nunca foi titular e, no último, diante do Sporting, nem jogou.

“Um jogador de futebol e um capitão tem de estar disponível para jogar 90 minutos, para jogar 10 minutos ou para não jogar. Um jogador profissional de futebol tem de colocar, ainda mais um capitão, o seu ego atrás dos interesses colectivos”.

E ainda deixou um terceiro motivo: “Um jogador profissional e um capitão não pode, depois de uma derrota pesada, estar às risadas com elementos da equipa adversária”.

Gil Lameiras falava sobre a derrota do Vitória de Guimarães contra o Sporting por 5-1, há uma semana. Depois do jogo, o derrotado Nélson Oliveira ficou à conversa, de forma descontraída e com sorrisos, com elementos do Sporting – o treinador Rui Borges (com quem esteve muito tempo abraçado e a falar) e o jogador Ricardo Mangas, pelo menos.

Além do técnico e de Mangas, também há os treinadores-adjuntos Tiago Aguiar ou Ricardo Chaves: Nélson Oliveira cruzou-se com todos quando estavam, todos, em Guimarães. Mas, aparentemente, como perdeu por 5-1, estava “proibido” de falar e de sorrir com os adversários.

“Em relação a esse caso podia falar muita coisa, tinha muito pano para mangas, mas não me vou alongar”, disse o treinador dos minhotos, para fechar o assunto.


Nuno Teixeira da Silva, ZAP //


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