Com mais de 70 deputados do Partido Trabalhista — num grupo parlamentar com 401 — a exigir a sua demissão, Keir Starmer entrará na reunião do Conselho de Ministros de terça-feira com provável guia de marcha. O afastamento do primeiro-ministro do Reino Unido parece cada vez mais inevitável, após a pesada derrota nas eleições locais e regionais (Escócia e País de Gales) de 7 de maio.
Esta segunda-feira à noite, segundo o jornal “The Guardian”, quatro ministros visitaram Starmer na sua residência oficial em Londres. Ter-lhe-ão dito que é hora de partir, para dar hipótese ao partido de recuperar a tempo de futuras legislativas. Só a saída de Starmer, creem governantes como Yvette Cooper (Negócios Estrangeiros) e Shabana Mahmood (Interior) evitarão que o populista Nigel Farage chegue ao n.º 10 de Downing Street.
Discurso de relançamento foi um fiasco
Não surtiu efeito, portanto, o discurso proferido de manhã pelo chefe do Executivo, que prometeu resistir a qualquer manobra interna para derrubá-lo, enquanto dizia entender a frustração do povo e prometia ouvi-lo mais. Starmer anunciou, ainda, medidas como a nacionalização da siderurgia e maior aproximação à União Europeia. Se a ideia era injetar novo elã na sua equipa, parece ter falhado rotundamente. Os seus dias estão contados.
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