A Câmara Municipal de Lisboa rejeitou esta segunda-feira qualquer responsabilidade pelo cancelamento da Queima das Fitas de Lisboa, garantindo que as condições impostas para a realização do evento eram conhecidas pela organização desde março.

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Em comunicado, a autarquia diz ter recebido “com surpresa” a notícia do cancelamento da festa académica, marcada para os dias 15 e 16 de maio no Estádio Universitário de Lisboa.
Segundo a Câmara, foi emitida uma Licença Especial de Ruído que autorizava música até à 01h00, devido à proximidade de “recetores sensíveis”, como o Hospital de Santa Maria e zonas habitacionais.
A autarquia sublinha ainda que essas condições foram aceites pela organização numa reunião presencial realizada a 27 de abril.
“Desde os primeiros contactos, ainda no decurso do mês de março, sempre foi clara a existência dos referidos condicionalismos”, refere o comunicado.
A Câmara acrescenta também que a organização foi informada de que, caso pretendesse um horário mais alargado, deveria procurar “uma localização alternativa”.
Num vídeo publicado no Instagram, os responsáveis da Federação Académica de Lisboa (FAL) e da Federação Académica do Instituto Politécnico de Lisboa (FAIPL) justificaram a decisão com “dificuldades e entraves” que comprometeram a realização do evento, sem avançarem detalhes.
Mais tarde, em declarações ao Correio da Manhã, o presidente da Federação Académica de Lisboa, Pedro Neto Monteiro, apontou o limite horário imposto pela Câmara como um dos motivos para o cancelamento.
Segundo o responsável, a festa ficaria “aquém das expectativas”, lembrando que as Queimas das Fitas do Porto e de Coimbra decorrem até às 06h00.
A organização informou ainda que os bilhetes já adquiridos poderão ser reembolsados nos respetivos locais de venda.
[Artigo atualizado às 21:08]