Ciência

A Agência Espacial Europeia (ESA) publica todas as semanas as melhores imagens do cosmos ou do nosso planeta captadas a partir do espaço ou com os telescópios em Terra. Esta semana incluímos um novo instrumento português para estudar o Sol.

PreviousO Telescópio Espacial James Webb captou uma nova imagem da galáxia espiral barrada Messier 77, situada a 45 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Baleia. A fotografia destaca os braços espirais da galáxia, o pó no disco e o núcleo extremamente brilhante, revelados com detalhe inédito pelo instrumento de infravermelhos médios do Webb. No centro da galáxia encontra-se um buraco negro supermassivo, com cerca de oito milhões de vezes a massa do Sol, rodeado por gás quente que emite enormes quantidades de radiação. As linhas laranja visíveis na imagem não pertencem à galáxia: são "picos de difração", um efeito ótico provocado pela intensa luz do núcleo galáctico e pela estrutura do telescópio.

O Telescópio Espacial James Webb captou uma nova imagem da galáxia espiral barrada Messier 77, situada a 45 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Baleia. A fotografia destaca os braços espirais da galáxia, o pó no disco e o núcleo extremamente brilhante, revelados com detalhe inédito pelo instrumento de infravermelhos médios do Webb. No centro da galáxia encontra-se um buraco negro supermassivo, com cerca de oito milhões de vezes a massa do Sol, rodeado por gás quente que emite enormes quantidades de radiação. As linhas laranja visíveis na imagem não pertencem à galáxia: são “picos de difração”, um efeito ótico provocado pela intensa luz do núcleo galáctico e pela estrutura do telescópio.

ESA/Webb, NASA & CSA, A. Leroy

O Telescópio Espacial James Webb captou uma nova imagem da galáxia espiral barrada Messier 77, situada a 45 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Baleia. A fotografia destaca os braços espirais da galáxia, o pó no disco e o núcleo extremamente brilhante, revelados com detalhe inédito pelo instrumento de infravermelhos médios do Webb. No centro da galáxia encontra-se um buraco negro supermassivo, com cerca de oito milhões de vezes a massa do Sol, rodeado por gás quente que emite enormes quantidades de radiação. As linhas laranja visíveis na imagem não pertencem à galáxia: são "picos de difração", um efeito ótico provocado pela intensa luz do núcleo galáctico e pela estrutura do telescópio.

O Telescópio Espacial James Webb captou uma nova imagem da galáxia espiral barrada Messier 77, situada a 45 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Baleia. A fotografia destaca os braços espirais da galáxia, o pó no disco e o núcleo extremamente brilhante, revelados com detalhe inédito pelo instrumento de infravermelhos médios do Webb. No centro da galáxia encontra-se um buraco negro supermassivo, com cerca de oito milhões de vezes a massa do Sol, rodeado por gás quente que emite enormes quantidades de radiação. As linhas laranja visíveis na imagem não pertencem à galáxia: são “picos de difração”, um efeito ótico provocado pela intensa luz do núcleo galáctico e pela estrutura do telescópio.

ESA/Webb, NASA & CSA, A. Leroy

Next

São imagens captadas pelos vários instrumentos que o Homem tem construído para observar o cosmos, presos à Terra ou a vaguear pelo espaço e podem ser vistas em alta resolução e com as explicações detalhadas no site da Agência Espacial Europeia.

Sonda Mars Express e programa ExoMars

A ESA tem duas missões distintas a Marte: a sonda orbital Mars Express, lançada em junho 2003 e em órbita de Marte desde dezembro desse ano. Tem como missão estudar a superfície, a atmosfera e as características geológicas do planeta. A bordo tem o instrumento MARSIS que está a fazer o mapa da subsuperfície marciana à procura de água ou de gelo enterrados.

Mas enquanto a Mars Express faz o mapa do gelo a poucos quilómetros de profundidade, outra sonda orbital, o Trace Gas Orbiter (TGO) do programa ExoMars fornece dados sobre água próxima da superfície.

Esta sonda orbital do programa ExoMars (que inclui uma série de missões) transporta o instrumento FREND, que procura o hidrogénio – um indicador de gelo – na superfície do solo marciano. Em 2021, o FREND identificou uma área rica em hidrogénio do tamanho dos Países Baixos dentro de Valles Marineris e está atualmente a fazer o mapa da distribuição de depósitos de água pelo planeta.

Telescópio Espacial Hubble

O telescópio espacial Hubble da NASA e da ESA, já está há 34 anos a navegar pelo espaço e a deslumbrar-nos com o que “vê”. Com mais de um milhão de observações feitas, que incluem algumas das mais longínquas e antigas galáxias, o telescópio da NASA e da ESA será talvez o aparelho que captou as imagens mais marcantes do Universo.

Em junho de 2024, a NASA anunciou que “O Hubble está a viver os seus últimos momentos” e vai ser progressivamente desativado.

Telescópio Espacial James Webb

Projeto conjunto da NASA/ESA/CSA (agência espacial do Canadá), o telescópio espacial James Webb é o novo grande observatório de ciências espaciais para resolver os mistérios do Sistema Solar, explorar mundos distantes em redor de outras estrelas e descobrir as origens do Universo.

O seu lançamento estava previsto para março de 2021, mas a pandemia obrigou ao adiamento. Foi lançado em dezembro de 2021 e as primeiras imagens foram divulgadas a 12 de julho de 2022. O primeiro aniversário de James Webb no espaço foi celebrado com o nascimento de estrelas semelhantes ao Sol.

Programa Copernicus

O programa Copernicus da ESA observa a Terra a partir do espaço há 25 anos. Tem atualmente em órbita sete satélites Copernicus Sentinel a monitorizar o nosso planeta, recolhendo diariamente 16 terabytes de dados de alta qualidade que são também partilhados com outras instituições.

Os dados ajudam a enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como a diminuição do gelo polar, o aumento do nível do mar, os desastres naturais ou as alterações climáticas.

Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial Internacional é o maior laboratório científico alguma vez construído fora da Terra. Está em órbita a cerca de 400 quilómetros de altitude e resulta de uma parceria internacional que envolve várias agências espaciais, incluindo Estados Unidos, Europa, Rússia, Japão e Canadá.

Apesar das tensões geopolíticas e de anúncios contraditórios ao longo dos últimos anos sobre o futuro da participação russa, a ISS continua operacional e a servir de plataforma para investigação científica em microgravidade, observação da Terra e testes tecnológicos para futuras missões espaciais.