Ainda no que se refere aos projetos nas área de habitação, o primeiro-ministro anunciou o “acolhimento” do Governo ao “lançamento de um projeto estruturante na chamada zona industrial de Ramalde para a criação de um distrito económico e empresarial no Porto”.

“Passará pela reorganização urbana de todo aquele espaço e para direcionar aquele território para um potencial, junto daquilo que já existe do ponto de vista industrial, dos serviços, novas utilizações, novos enquadramentos, nomeadamente no que diz respeito a empresas tecnológicas, a empresas que possam estar ligadas a setores de grande inovação”, detalhou.

Uma requalificação daquela zona da cidade que passa também pela mobilidade e pela rede viária.

Nesse sentido, Montenegro sinalizou que o Porto vai ter uma nova via de cintura externa que será uma “ligação intermédia entre a atual Via de Cintura Interna (VCI) e a Circular Regional Exterior do Porto (CREP/A41)”.

Esta via será “uma alternativa à VCI, que possa fazer o trânsito entre o Sul e o Norte relativamente à travessia da cidade do Porto”.

“Se perspetivarmos esta intervenção à luz também da resolução do nó de ligação de Francos na VCI, poderemos estar na presença da maior transformação de trânsito, de capacidade de escoamento do Porto, da Área Metropolitana, mas da cidade em particular”, sublinhou o primeiro-ministro.

Disse ainda que o Governo está a trabalhar no sentido de criar uma “rede complementar à rede de metro, de transporte urbano, sustentável” que possa “incorporar soluções economicamente viáveis e naturalmente socialmente compatíveis com o desejo de todos serem beneficiados no território por transportes públicos de qualidade, amigos do ambiente, que possam projetar maior mobilidade”.

Ainda na área da mobilidade, mas em relação à capital, o primeiro-ministro referiu que o que esteve em cima da mesa na reunião foi “uma atualização dos projetos do novo aeroporto de Lisboa, da terceira travessia do Tejo e da ligação Algés- Trafaria, estruturantes também para a mobilidade na cidade e área metropolitana de Lisboa”.

No encontro, Carlos Moedas manifestou ao primeiro-ministro “uma especial sensibilidade para a necessidade de haver uma maior regulamentação da atividade do transporte TVDE e também um cuidado especial com o transporte turístico”, nomeadamente na regulação dos tuk-tuk em Lisboa.

Foi ainda referido no encontro com os autarcas a “necessidade de incorporar, em ambas as cidades, maior segurança para transportes de utilização universal, como por exemplo as trotinetes”, disse Montenegro. “Tem sido, de facto, uma preocupação crescente a articulação entre os benefícios que estes transportes proporcionam com o seu enquadramento no normal funcionamento e fluxo do trânsito rodoviário e pedonal, com especial enfoque para o reforço das normas de segurança”, adiantou.