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A subsecretária de Estado britânica Jess Phillips apresentou, nesta terça-feira, a demissão do cargo em protesto contra Keir Starmer. Esta é a segunda demissão, até ao momento, no governo britânico, a primeira foi a secretária de Estado britânica Miatta Fahnbulleh, com a pasta da Devoção, Fé e Comunidades.

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“Acho que, no fundo, és um bom homem, que se preocupa com as coisas certas; no entanto, vi em primeira mão que isso não é suficiente”, disse a subsecretária de Estado britânica na sua carta de demissão, citada pela BBC, enviada ao primeiro-ministro.
“Quero que o governo trabalhista tenha sucesso e vou empenhar-me, como sempre fiz, para garantir o seu sucesso e popularidade, mas não vejo a mudança que eu, e o país, esperamos, e por isso não posso continuar a exercer funções como ministro sob a atual liderança”, lê-se ainda.
Seis ministros deverão anunciar entretanto a saída do governo, de acordo com o jornal The Telegraph. Entre eles, a ministra do Interior, o ministro da Defesa, o ministro da Energia, a ministra da Cultura, a ministra dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Saúde.
Demissões sucedem-se e pressionam Starmer
Depois de Jesse Phillips, a subsecretária de Estado Alex Davies-Jones anunciou, nesta terça-feira, a sua demissão do governo britânico. Na carta de demissão, publicada na rede social X, implora ao primeiro-ministro que “aja no interesse do país e estabeleça um calendário para a sua saída”.
E a meio da tarde mais uma: o ministro da Saúde, Zubir Ahmed, demitiu-se.
Na manhã desta terça-feira, secretária de Estado britânica Miatta Fahnbulleh entregou igualmente a sua demissão e incentivou o primeiro-ministro Keir Starmer a fazer o mesmo.
“Esta manhã enviei a minha carta de demissão ao primeiro-ministro. Exorto o primeiro-ministro a fazer o que é certo para o país e para o partido e a estabelecer um calendário para uma transição ordenada”, escreveu Miatta Fahnbulle na rede social X.
Keir Starmer já disse que vai manter-se no cargo e reiterou a decisão esta terça-feira, apesar do desempenho desastroso do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais de quinta-feira.
De acordo com o correspondente da SIC Emanuel Nunes, ainda não foram avançados nomes para uma possível substituição de Starmer.
Um dos nomes falados é o do ministro da Saúde Wes Streeting que já terá, de acordo com a imprensa britânica, ter dito a Starmer que não vai contribuir para que este caia, mas que, se tal acontecer, está disponível para avançar.