As polémicas em torno do smartphone endossado por Donald Trump continuam e os atrasos acumulam-se. Começa-se a especular que o equipamento já nem é fabricado nos Estados Unidos ou sequer exista.
Há novos sinais de que o Trump Phone, o smartphone oficial de Donald Trump, continua em rutura, com novos indícios de colapso do projeto. Até aqui, os interessados em adquirir o smartphone tinham de fazer um registo e garantir um depósito de 100 dólares. Neste momento, esse depósito não garante absolutamente nada. A empresa que está a fabricar o equipamento diz que esse valor dá apenas um direito condicional para comprar o smartphone, caso algum dia o decidam produzir. Ou seja, deixam no ar que o mesmo poderá nunca existir, aponta o El Espanol.
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Há outros elementos estranhos em todo o processo, que se arrasta há vários meses. Ainda em outubro do ano passado era avançado que os clientes continuavam a desesperar com a falta de atualizações na sua produção, quando estava previsto ser lançado entre agosto e setembro de 2025. Das cerca de 600 mil unidades anunciadas como vendidas, que afinal não era verdade, nenhuma unidade chegou aos seus compradores. O equipamento é mesmo acusado de mudar o design diversas vezes, entre cópias do iPhone e do Samsung Galaxy, ao que agora parece um modelo de marca branca lançado há vários anos.

Inicialmente apontado como uma alternativa patriótica às ofertas asiáticas, ou seja, “Made in USA”, o site oficial retirou essa expressão do equipamento. Notam-se ainda ausências de informação sobre as especificações do processador, sobre o seu painel AMOLED, além da promessa que teria um sistema operativo funcional “livre da censura da Apple e Google”, aponta a publicação.
Aquele que já é considerado um vaporware, um produto que nunca vai existir, a empresa está agora a oferecer as respectivas devoluções dos valores de pré-registo, evitando assim possíveis ações legais. Por outro, e ainda mais bizarro, é que mesmo não tendo lançado o modelo prometido, a empresa atualizou o catálogo com o T1 Ultra. Este anúncio é considerado uma forma de manter vivo o interesse dos fãs do atual presidente dos Estados Unidos.
Considerado um produto com pouca credibilidade, o smartphone de Trump é acusado de nunca ter mostrado um produto funcional, sem uma cadeia de produção identificável, não tem certificações registadas. Tudo isto embrulhado pela falta de transparência na sua encomenda, incluindo a garantia deste sequer vir a ser fabricado.
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