Na semifinal de hoje, a primeira, além de Portugal, que atua em quinto lugar, estarão em competição Moldávia (com a canção “Viva, Moldova”, interpretada por Satoshi), Suécia (“My System”/Felicia), Croácia (“Andromeda”/Lelek), Grécia (“Ferto”/Akylas), Geórgia (“On Replay”/Bzikebi), Finlândia (“Liekinheitin”/ Linda Lampenius & Pete Parkkonen), Montenegro (“Nova zora”/ Tamara Živković), Estónia (“Too epic to be true”/V.Ninja), Israel (“Michelle”/Noam Betten), Bélgica (“Dancing on the ice”/Essyla), Lituânia (“Sólo quiero más”/Lion Ceccah), São Marino (“Superstar”/Senhit), Polónia (“Pray”/Alicja) e Sérvia (“Kraj mene”/Lavina).

A semifinal abriu com um filme intitulado “By Your Side for 70 Years”, que assinalou o 70.º aniversário do festival. O vídeo recordou alguns momentos da história da Eurovisão através dos olhos de um rapaz austríaco chamado Toni, que cresce a acompanhar o festival.

Dos 15 países apenas dez vão passar à final, marcada para sábado, e, de acordo com a média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso, a passagem de Portugal não é certa.

A realização de duas semifinais, para apurar os países em competição na final, aconteceu pela primeira vez em 2008 e, desde então, Portugal falhou cinco vezes a passagem: em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019.

Além dos países em competição, hoje sobem também a palco os representantes de Itália (“Per sempre sì”/Sal Davinci) e Alemanha (“Fire”/Sarah Engels), países que têm a passagem garantida à final, por fazerem parte do grupo dos ‘Big5’.

Na segunda semifinal, na quinta-feira, competem mais 16 países, por outros dez lugares na final: Bulgária, Azerbaijão, Roménia, Luxemburgo, República Checa, Arménia, Suíça, Chipre, Letónia, Dinamarca, Austrália, Ucrânia, Albânia, Malta e Noruega.

Além disso, serão apresentadas as canções de outros três países com entrada direta na final: França e Reino Unidos, dos ‘Big5’, e Áustria, país anfitrião da edição deste ano.

A 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção volta a ficar marcada, à semelhança das duas anteriores, pela contestação à participação de Israel no concurso, que este ano levou cinco países a desistirem.

Este ano são 35 os países em competição, após desistências de Espanha (o quinto país do grupo dos ‘Big5’), Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, desde outubro de 2023, que mataram pelo menos 72 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

Entretanto, na segunda-feira ficou a saber-se que as estações públicas de Espanha, da Irlanda e da Eslovénia decidiram não transmitir este ano o concurso.

O grupo esloveno, RTV, anunciou que, em vez do Festival Eurovisão da Canção, irá exibir um programa dedicado ao povo palestiniano, o espanhol RTVE, um evento musical sem ligação à Eurovisão, e a cadeia pública irlandesa, uma série.

O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

Este ano, voltou a haver vários apelos ao boicote ao concurso devido à participação de Israel.