Falsos especialistas simulam, nas redes sociais, um “debate científico” para branquear o risco de cancro associado ao consumo de carne vermelha. Estes influenciadores digitais da dita “medicina integrativa”, um dos novos nomes das terapias sem fundamentação científica, recorrem a argumentos pseudocientíficos para ganhar credibilidade.
Livros, podcasts, vídeos e até reportagens televisivas – quase não há palco a que esta narrativa de desinformação não suba e soma centenas de milhares de visualizações só nas redes sociais. Os negacionistas dos riscos da carne vermelha inundam os seus vídeos de recortes de imagens de estudos e instrumentalizam questões científicas para ganharem credibilidade.
Qualquer leigo na matéria terá dificuldade em perceber se os falsos especialistas têm ou não razão – e, mesmo que não fique convencido, a dúvida já foi semeada. Mas a ciência já demonstrou que o consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de cancro, em especial o cancro colorrectal.
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