As rádios Radar e Oxigénio estão sem emissão no FM desde domingo, devido a puxadas ilegais de energia, com o diretor a admitir que esta situação, que não é nova, pode colocar em causa a sobrevivência das emissoras.

Em resposta por escrito à Lusa, Ricardo Guerra explicou que a E-Redes está “no terreno desde ontem [segunda-feira] e, sem qualquer tipo de garantias”, prevê que “volte a haver energia no centro emissor por volta das 20:00”, mais de 48 horas depois.

Em causa estão puxadas ilegais, que “roubam a eletricidade que fornece aquela antena no Bairro da Penajoia, na localidade de Almada. Um problema que se arrasta há dois anos e que causa sobrecargas e cortes no abastecimento, afetando com frequência o sinal das duas rádios”, de acordo com uma nota, publicada nos ‘sites’ das emissoras.

O diretor das rádios, por sua vez, indicou que a emissão tem continuado no online, algo “complicado em termos de anunciantes e parceiros, mas com compreensão de todos“.

Queixou-se ainda de “uma total ausência de resposta por parte da Câmara Municipal de Almada”, apesar dos esforços, bem como do IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, a quem arrendam os terrenos.

Questionado sobre se esta situação coloca em causa a sobrevivência das rádios, Ricardo Guerra disse que a “médio prazo sim”, porque “sem FM não há investimento, e sem o mesmo os projetos deixam de ser viáveis”. Indicou ainda que trabalham 11 pessoas nas emissoras.