Duas funcionárias da Escola Primária de Pereira, em Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, tiveram de ser transportadas para o hospital após se sentirem mal, alegadamente, devido a um produto tóxico que estava a ser usado no terreno ao lado.
Ao Notícias ao Minuto, fonte da Câmara Municipal de Miranda do Corvo adiantou que, na manhã desta quarta-feira, um “proprietário de um terreno contíguo à escola” e que “tem uma pequena vinha” andou a aplicar um produto na plantação. Apesar de não haver confirmação, acredita-se que este mesmo produto terá passado para o terreno da escola, afetando duas das funcionárias que lá trabalham.
As duas mulheres queixaram-se de um sentimento de “mau-estar”, mas também de uma “sensação de lábios inchados”. Segundo o Notícias de Coimbra, que avançou a informação, uma das funcionárias teve vómitos e queixou-se da garganta.
As trabalhadoras foram as únicas a sentirem os alegados efeitos do produto, sendo que, segundo uma professora da escola, disse a autarquia, “as crianças nem se aperceberam da situação”.
Os Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo foram chamados ao local, acabando por transportar as duas funcionárias para o hospital, onde foram assistidas. Segundo a autarquia, “aparentemente não é nada de grave”.
Em entrevista ao Notícias de Coimbra, o presidente da autarquia, José Miguel Ferreira, que esteve no local, disse acreditar que o agricultor “não se tenha apercebido” que estavam pessoas nas imediações do seu terreno tanto devido ao “barulho do trator” que conduzia, como também devido à altura das árvores, que tapam a visibilidade.
“Se usa um produto autorizado então, à partida, terá sido uma situação sem maldade. Relativamente aqui a este agricultor – e a todos os outros – o que a câmara fará é sensibilizar para os cuidados que é preciso ter neste tipo de ações”, acrescentou.
Questionada sobre se o agricultor já tinha sido abordado devido ao incidente, a autarquia adiantou ao Notícias ao Minuto que não tinha conhecimento de qualquer conversa com o homem.
Leia Também: ASAE apreende mais de 18 mil litros de vinho no distrito de Coimbra