A empresa Coindu, em Vila Nova de Famalicão, vai colocar quase 500 trabalhadores em regime ‘lay-off’. A empresa já fez dois despedimentos coletivos no ano passado e alega que as encomendas têm diminuído devido às guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e devido às tarifas.

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O regime lay-off arranca em maio e será implementado de forma gradual até novembro deste ano.
A empresa de componentes automóveis, sediada em Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão, adianta que o processo poderá abranger mais de metade dos trabalhadores.
Para além de um contexto global instável relacionado com as tarifas de importação nos mercados mundiais como a China e os Estados Unidos, assim com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, estão em causa quebras de encomendas do setor automóvel.
São tempos difíceis para a Coindu, empresa que, no ano passado, avançou com dois despedimentos coletivos e que, em 2024, encerrou a fábrica em Arcos de Valdevez.
Perante este cenário, os trabalhadores estão preocupados com o futuro e receiam que as consequências se sintam já nos próximos meses.
A Coindu promete minimizar o impacto junto dos colaboradores e acredita que em 2027 poderá retomar o fluxo normal de trabalho