O dia 19 de maio poderá ser decisivo para percebermos se o surto de hantavírus associado ao navio MV Hondius se está a alastrar para além dos passageiros da embarcação.

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Até agora, todos os casos identificados envolvem pessoas que estavam a bordo do cruzeiro, não havendo confirmação de transmissão na comunidade. No entanto, os especialistas alertam que o longo período de incubação do vírus impede conclusões definitivas nesta fase.
Segundo o cientista norte-americano Steven Quay, os casos de segunda geração, as pessoas infetadas após o contacto com o chamado “paciente zero”, o holandês Leo Chilperoord, de 70 anos, demoraram em média 22 dias a desenvolver sintomas.
Deste modo, se o padrão se repetir, os primeiros casos da terceira geração, ou seja, as pessoas contagiadas pelos passageiros do navio, poderão começar a surgir a partir de 19 de maio, avança a o The Telegraph.
O surto de hantavírus já provocou pelo menos três mortes e existem atualmente nove casos confirmados e dois suspeitos.
Quando é que sabemos que o surto está controlado?
De acordo com o jornal britânico, as autoridades de saúde estão particularmente preocupadas porque alguns dos infetados alegadamente não tiveram contacto próximo com o doente inicial, o que levanta dúvidas sobre uma possível transmissão aérea do vírus.
Apesar disso, as autoridades sublinham que o risco para a população em geral continua a ser considerado baixo e que a transmissão ocorre sobretudo através do contacto próximo com fluidos corporais.
Se não surgirem novos casos até junho, os especialistas que falaram com o The Telegraph dizem acreditar que o surto poderá ser considerado controlado.