Longa entrevista no Prime Time da CNN Portugal teve como tema principal a reforma laboral

O presidente do Chega ameaça chumbar a reforma laboral que o Governo vai levar ao Parlamento, mesmo depois de não ter havido acordo em sede de Concertação Social, o que até já motivou a convocação de uma greve geral pela CGTP.

Em entrevista no Prime Time da CNN Portugal, André Ventura afirmou que está disposto a deixar passar as alterações que o Governo quer fazer ao Código do Trabalho, mas que isso está dependente de dois “benefícios” que devem ser dados aos portugueses.

São eles a descida da idade da reforma e a atribuição de mais férias aos trabalhadores, duas propostas que André Ventura queria que tivessem estado em cima da mesa na altura das negociações.

“Porque é que os portugueses têm menos férias do que os outros?”, questionou, dando exemplos de países como Dinamarca, Áustria ou Malta, para depois lamentar que a proposta de revisão laboral não tenha estado presente no programa que o PSD apresentou para as últimas eleições legislativas.

Questionado se está pronto para, quando chegar a altura, chumbar mesmo este pacote, o presidente do Chega voltou ao passado: “foi o Chega que derrubou este Governo, não precisa de desculpas para votar nada”.

De resto, André Ventura garante que o seu único interesse passa por garantir que é feito aquilo que o eleitorado do Chega quer.

E se André Ventura não referiu o nome de Francisco Sá Carneiro, apareceu antes o de Diogo Freitas do Amaral.

Tudo para reclamar uma herança que o Chega acolheu, a herança da “direita social” que o próprio André Ventura entendeu existir, como acha que Diogo Freitas do Amaral entenderia.