O primeiro-ministro afirmou que o Governo fez “um esforço enorme” em sede de concertação social para alcançar um acordo em matéria de legislação laboral e acusou a UGT de, neste processo, ter sido “intransigente e inflexível”.
“O país tem de decidir se quer ficar no imobilismo de `assim chega”, ou se olhamos para a frente”, desafiou, dizendo estar convencido que o país quererá “ir mais longe”.
Montenegro diz que depois do falhanço do acordo em concertação social, agora é tempo do Parlamento se pronunciar e de ouvir o Chega e o PS.

O primeiro-ministro adiantou que recebeu a disponibilidade do Chega para negociar a legislação laboral e disse acreditar que esta abertura também existe do lado do PS, que confirmará “pessoalmente quando tiver essa oportunidade”.
Luís Montenegro afirmou aos jornalistas ter, “neste momento, a disponibilidade de um dos maiores partidos da oposição” para debater a proposta de lei que o Governo aprovará na quinta-feira em Conselho de Ministros e seguirá depois para o Parlamento.
“E também tenho a auscultação que fiz de uma declaração do secretário-geral do PS – que confirmarei pessoalmente quando tiver essa oportunidade – de igual disponibilidade. Se assim for, se os dois maiores partidos da oposição estiverem, como aparentemente parece que estão, disponíveis, nós teremos de passar à fase seguinte, que é a de verificação, ponto por ponto, dos pontos de contacto”, afirmou.
Em breves declarações à comunicação social depois da tomada de posse do novo presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Luís Montenegro já não respondeu à pergunta se o encontro com o líder do PS, José Luís Carneiro, já está marcado.
c/Lusa