Imagem de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro dentro de bolinhaFlávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões para longa inspirado na história do ex-presidente Jair BolsonaroFoto: Reprodução

O filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao centro das discussões após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção.

Segundo reportagem divulgada pelo Intercept Brasil, Flávio teria negociado um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para o longa internacional “Dark Horse”.

O que é o filme “Dark Horse”

Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme é descrito como um thriller político baseado na ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República. A produção internacional tem como protagonista o ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo”.

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Assista ao teaser do filme “Dark Horse”Vídeo: Reprodução/X/ND

Segundo materiais de divulgação já apresentados, o longa deve focar principalmente na campanha presidencial de 2018, na facada sofrida por Bolsonaro em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e nos bastidores políticos da eleição.

De acordo com informações já divulgadas anteriormente pelo ND Mais, “Dark Horse” segue nas fases finais da produção. A data de estreia do filme está confirmada para 11 de setembro de 2026. O elenco conta com Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi.

Áudios de Flávio Bolsonaro mostram preocupação com custos do filme

Nos áudios divulgados pelo Intercept, Flávio Bolsonaro afirma que a produção atravessava um “momento decisivo” e demonstra preocupação com atrasos em pagamentos.

Imagem de Flávio Bolsonaro e Vorcaro do ladoFlávio Bolsonaro Bolsonaro pediu dinheiro de VorcaroFoto: Ag.Senado e Arquivo pessoal/ND Mais

“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus”, diz o senador em trecho divulgado pela reportagem. Segundo a investigação jornalística, documentos indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.

Após a divulgação do caso, Flávio Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que as informações eram “mentira”. Ao ser questionado por jornalistas, o senador também declarou que se tratava de “dinheiro privado”.