Netflix

A Netflix atingiu um novo marco histórico no seu serviço de streaming, registando agora mais de 250 milhões de utilizadores ativos mensais na sua modalidade de subscrição suportada por publicidade. Os dados foram partilhados oficialmente durante a apresentação Upfront da empresa e demonstram um crescimento explosivo desta opção mais económica.

Para colocar estes números em perspetiva, a modalidade com anúncios contava com 70 milhões de utilizadores em 2024, tendo subido para os 94 milhões no ano seguinte. O salto atual confirma que os consumidores estão cada vez mais recetivos a abdicar de alguma fluidez visual em troca de uma mensalidade mais reduzida.

Expansão global e o peso da inflação no streaming

De acordo com as informações reveladas pela Netflix, a empresa não pretende ficar por aqui e já traçou o rumo para o próximo ano. A plataforma vai alargar o plano com anúncios a mais 15 países, numa lista que inclui mercados como a Áustria, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Indonésia, Irlanda, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Filipinas, Polónia, Suécia, Suíça e Tailândia.

Esta modalidade básica de acesso começou a ser implementada originalmente em 2022 e o seu sucesso reflete a atual conjuntura do mercado de entretenimento online. À imagem do que acontece com a concorrência, o serviço tem vindo a encarecer progressivamente para o consumidor final, tendo a empresa aplicado um aumento generalizado nos custos das subscrições mensais no início deste ano.

O papel da inteligência artificial e os desafios na justiça

Como não poderia deixar de ser no panorama tecnológico atual, a apresentação Upfront deu um grande destaque à implementação de ferramentas inteligentes. A gigante do streaming começou a adotar tecnologia inteligente nos seus anúncios no ano passado e encontra-se agora a testar novas aplicações focadas na personalização. O objetivo passa por ajustar dinamicamente a carga e a frequência da publicidade que os membros visualizam, baseando-se diretamente nos seus hábitos de consumo na plataforma.

No entanto, esta recolha e tratamento de dados não tem sido pacífica. A empresa enfrenta atualmente um processo judicial no estado do Texas, nos Estados Unidos, que a acusa de vender ilegalmente informações dos utilizadores a empresas de publicidade direcionada. Por seu lado, a plataforma defende-se destas acusações, garantindo publicamente que a ação legal se baseia em informações imprecisas e totalmente distorcidas.