Acredito que todas são difíceis. Cada personagem exige uma coisa diferente. Existem emoções dentro de nós que precisam ser renovadas. Fiquei um tempo fora da TV e acho justo. Já emendei trabalhos, mas hoje prefiro não fazer isso. Gosto da minha vidinha em casa. Essa me alimenta demais. Quero ver todos os filmes do Oscar que não vi, peças, séries… Ler livros. A dificuldade desta novela foi encontrar a medida entre o farsesco e o macabro. E precisava ter algumas camadas humanas, de dor, de insegurança. Por mais que ela fale uma coisa, sente outra. Essas contradições eram necessárias. Os limites foram tênues e exigiam estudo, por mais que parecesse que eu estava só brincando. Nisso o Murilo (Benício) me ajudou demais. Tenho uma cabecinha disciplinada, às vezes esqueço de me divertir. Não lido com a cobrança externa, mas com a interna. Isso desde muito nova. Eu sou de interior (do Paraná), minha mãe se separou muito cedo. As questões pessoais me levam a ser essa pessoa. Essa disciplina tem que me dar prazer também, não só me tornar um soldadinho para cumprir objetivos. Meu objetivo na novela era também me divertir e ter prazer. Foi conquistado com sucesso.