Não houve troca de tiros, nem militares trancados ou pneus furados

Disparos foram efetuados por militares como forma de advertência

A Guarda Nacional Republicana (GNR) confirma que um homem de 37 anos fugiu, esta quarta-feira, das instalações do Tribunal de Ponte de Sor, durante o primeiro interrogatório judicial, depois de ter sido detido por “disparos de arma de fogo contra uma viatura e pelo crime de resistência e coação sobre funcionário”. 

No entanto, esclarece que “ao contrário do que foi avançado por alguns órgãos de comunicação social, não houve qualquer troca de tiros, os militares da Guarda não foram trancados em nenhuma divisão daquele Tribunal e os pneus da viatura da Guarda no local não foram furados”.

Segundo comunicado da GNR, o arguido “iniciou uma fuga para o exterior” do tribunal, depois de empurrar “deliberadamente os militares”, quando estes o conduziam à casa de banho.

“A fuga foi facilitada pela intervenção de cerca de duas dezenas de cidadãos que se encontravam no local e que criaram uma barreira física, impedindo o encalce imediato por parte dos militares”, explica a GNR, acrescentando que “perante a impossibilidade de alcançar o detido e no intuito de tentar evitar a sua fuga, dois militares efetuaram disparos de advertência para o ar”.

O suspeito, que fugiu algemado, continua em fuga, informa esta força.