O diretor norte-americano Oliver Stone afirma que o filme “Lula”, que ele dirigiu em parceria com Rob Wilson, não recebeu qualquer recurso de Daniel Vorcaro.

Lançado em 2024, o documentário narra a vida de Lula, enfatizando o período que vai de sua prisão, em 2018, á volta ao poder, em 2022.

Pouco depois que o site Intercept Brasil divulgou que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro para pagar custos do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro, surgiram notícias de que o ex-banqueiro teria afirmado também ter dirigido recursos para o documentário sobre Lula.

Aliados do próprio Flávio Bolsonari estariam dizendo, sob reserva, ter recebido a informação.

Questionados pela coluna, os produtores e diretores do filme afirmam, em nota, que não houve “quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados”.

Afirmam ainda que se reservam o direito “de adotar as medidas judiciais cabíveis contra falsas alegações e informações inverídicas noticiadas publicamente”.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Lula, Sidônio Palmeira, afirmou ao portal Metrópoles, por sua vez, que o presidente e o governo federal “jamais pediram ou receberam dinheiro” de Daniel Vorcaro para produções cinematográficas.

As informações e o áudio das conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro em torno da liberação de dinheiro para o filme do pai do senador criaram embaraços para a sua pré-campanha à Presidência da República.

Nos diálogos, Flávio chama o ex-banqueiro de “irmão” e é tratado como “irmaozão” por Vorcaro.


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