O Al-Hilal Omdurman, do Sudão, sagrou-se campeão… do Ruanda.

Isso mesmo!

Para entender este caso, é necessário recuar uns anos. Desde 2023 que o Sudão está em Guerra Civil. O conflito armado opõe o Governo – controlado pelas Forças Armadas – às Forças de Apoio Rápido – uma força paramilitar.

Desde então, com o país a viver uma profunda instabilidade, não só o Al-Hilal, mas também outros clubes, como o rival Al Merreikh Obeid, viram-se obrigados a disputar outros campeonatos.

Nos últimos dois anos, o Al-Hilal – que já foi treinado por Ricardo Formosinho, analista de José Mourinho no Benfica, e por João Mota – venceu três campeonatos em diferentes países. Em maio de 2024, venceu a Liga da Mauritânia e em junho do mesmo ano conquistou a mini-liga do Sudão. Na temporada, 2025/26, a «onda azul» sagrou-se campeã da Liga do Ruanda, com larga diferença pontual.

Embora tenha vencido o campeonato ruandês, os sudaneses ainda não têm o lugar assegurado na Liga dos Campeões Africana. Os Regulamentos da Confederação Africana de Futebol determinam que, para os clubes se qualificarem para as competições internacionais devem fazê-lo através da respetiva liga nacional. Com isso, o Al-Hilal deve regressar ao país natal e competir num mini-torneio, de forma a definir esses postos.

O que o clube, o mais titulado do Sudão, alcançou é algo sem precedentes na história do futebol mundial e um feito dificilmente repetível.