Não se fixou num estilo, nunca pertenceu a um grupo, era solitário, inesperado. O percurso de João Abel manta ficou marcado pela liberdade de experimentação.

Uma das facetas mais conhecidas e reconhecidas do artista é quando no antes e pós-25 de Abril percebe que os cartoons são uma forma eficaz de intervenção.
Começou a desenhar ainda era criança. Filho dos pintores Abel Manta e Maria Clementina Manta, conviveu com alguns dos intelectuais mais importantes do inicio do século XX.
Fez o curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes. Terminado o curso trabalha com o arquiteto Alberto Pessoa. Projeta um portugal mais moderno, a caminho do futuro, mais justo e progressista.
O inicio da colaboração como cartoonista no Diário e Lisboa em 1969 provocou uma revolução na vida do artista. Teve um papel fundamental na orientação artistica e ilustrações do jornal de letras no momento da fundação em 1981. Depois da morte do pai dedicou-se à pintura.
Recebeu a condecoração de comendador da ordem da liberdade em 2004, foi também premiado pela Fundação Gulbenkian.
A obra de João Abel Manta vai permanecer em telas, papeis, cartazes, edificios, obras de arte pública, tapeçaria, livros, cenografia, tapeçaria. Foi um artista de multiplas dimensões sempre comprometido politicamente.