Há quatro anos, Mackenzie Shirilla foi condenada por 12 crimes graves após ter batido com o seu carro contra uma parede de tijolos, em Ohio, nos EUA. O caso mediático desencadeou o debate sobre o facto de a colisão, que matou o namorado e o amigo da jovem de 17 anos, ter sido ou não intencional.

“Tenho a capacidade de perdoar”, começa por dizer o pai de uma das vítimas, Scott Flanagan, no novo documentário da Netflix. “The Crash” estreou esta sexta-feira, 15 de maio, na plataforma de streaming e acompanha o caso real.

Realizado por Gareth Johnson, o filme conta com revelações de várias testemunhas e familiares. “Só quero saber a verdade sobre o que aconteceu naquela noite, e ficaria eternamente grato se [a Mackenzie] nos contasse como foram aqueles últimos momentos”, acrescenta Flanagan.

Durante a longa-metragem, as trocas de mensagens, discussões e respectivas reconciliações aparecem na ordem em que as amigas da protagonista as viveram. Numa segunda parte, alguns destes momentos são recuperados na ordem em que a acusação os reconstruiu.

O caso remonta a julho de 2022, quando Sirilla namorava com Dominic Russo, de 20 anos. Moravam numa das casas da família do companheiro e, segundo a mãe da vítima, Christine, a relação atravessava um momento de crise, com várias discussões e ameaças, segundo documentos da Suprema Corte de Ohio.

Nessa noite, o casal estava a sair da festa de um amigo em comum, Davion Flanagan, quando a norte-americana assumiu o volante. Uns minutos depois, conduziu o Toyota Camry 2018 a mais de 160 quilómetros por hora contra um prédio, ficando gravemente ferida. Foi a única sobrevivente.

Após o julgamento, foi considerada culpada das 12 acusações, entre elas homicídio, homicídio por negligência na estrada, ofensa à integridade física ou posse de drogas, entre outras. No final, foi condenada a duas penas simultâneas de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional ao fim de 15 anos.

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