Depois de ter estado a ouvir o novo disco de Bárbara Tinoco, num evento intimista que a cantora preparou para dar a conhecer “Hormonal”, Catarina Furtado conversou com o Notícias ao Minuto.
A primeira reação da apresentadora da RTP foi de grande satisfação e com muitos elogios a este novo trabalho da cantora, que viu crescer artisticamente depois de ter passado pelo “The Voice”.
“Gostei muitíssimo. É um disco muito honesto, que conta muito da história da Bárbara enquanto mulher adulta e em parceria com o amor da sua vida, e a mulher-mãe também”, começou por comentar Catarina Furtado.
“Vai buscar referências literárias, inclusivamente, e musicais também. É rico nesse sentido. E continua a escrever muito bem”, acrescentou, destacando depois o tema “Amor no Dicionário”, que é também o single preferido da própria Bárbara Tinoco.
“Gostei muito dessa música e emocionei-me bastante, talvez porque fala da maternidade. As mulheres que tiveram essa escolha, e que passaram por essa experiência, vão identificar-se muito em relação aos medos. É simples a música, não é nada complexo, mas acho que é muito verdadeira.”
A apresentadora da RTP, que há longos anos apresenta programas de talentos como o “The Voice”, confidenciou que se identificou com o disco, sobretudo por ter várias referências à maternidade.
De lembrar que Catarina Furtado é mãe de dois jovens, Maria Beatriz Furtado Reis e João Maria Furtado Reis, fruto da relação terminada com o ator João Reis.
“É muito engraçado fazer uma viagem no tempo e perceber que agora a Bárbara está com a Masha em bebé e eu tenho a minha filha com quase 20 anos”, disse. “Recuei. Estava aqui a ouvir isto e a fazer essa viagem, e é bom porque agora olho para os meus filhos e são dois adultos – também faz bem.”
Ainda em conversa com o Notícias ao Minuto, Catarina Furtado não deixou de lado a ligação que irá sempre uni-la a Bárbara Tinoco, pelo facto de a cantora ter participada no “The Voice”. Na altura, a artista não vingou no programa de talentos, mas conseguiu depois construir a sua carreira.
“Conheço-a desde muito cedo enquanto artista porque foi no «The Voice» que ela apareceu e nunca vou esquecer isso. Internamente, estaremos sempre ligadas. Teve a coragem de aparecer, de mostrar e depois de continuar. Teve a sorte também de alguém que a ouviu, mas é uma compositora e é muito bom ter uma mulher compositora, mais uma mulher compositora – não é de somenos dizer que é mulher – e que escreve as suas letras. Acho fantástico”, realçou.
Para Catarina Furtado, acompanhar o crescimento de muitos artistas que passaram por programas que já apresentou é, “provavelmente, das experiências mais extraordinárias que leva desta vida”. “São as relações que acabo por criar, não só como amiga, alguns deles são mesmo meus amigos, outros até como admiradora, seguidora ou observadora das suas carreiras. É das melhores experiências. Já são muitos anos.”
“Mas antes do «The Voice», já tive «Operação Triunfo» e, antes disso, também o «Chuva de Estrelas». Em todos eles ficaram pessoas para a vida. Lembro-me da Sara [Tavares], mas também do João Pedro Pais, que era do «Chuva de Estrelas», e de tantos outros até que depois de saírem da “Operação de Triunfo» ficaram amigos pessoais e que eu vi crescer, como o Dino d’Santiago. E eu estava ali a dar aquela mão que às vezes se vê no ecrã, outras não, mas é uma mão de cumplicidade e de, sobretudo, admiração”, enfatizou.
“Fico muito feliz quando as pessoas aparecem na televisão porque têm um talento para mostrar”, rematou.