
Nauru, na Oceania.
Nauru, antigo protetorado alemão no Pacífico, deverá passar a chamar-se “Naoero”. A mudança foi aprovada pelo parlamento local e deverá ser confirmada em referendo.
Com tamanho em área praticamente igual ao de Espinho, o pequeno país insular da Micronésia, Nauru, na Oceânia, está em processo de alteração do nome oficial. Na terça-feira, o Parlamento nacional aprovou uma emenda constitucional para renomear o país como “Naoero”, segundo informou a emissora neozelandesa RNZ.
A medida faz parte de um esforço do governo para se desvincular daquilo que considera ser um resquício do seu passado colonial.
A nação deverá ainda realizar um referendo para validar a decisão do governo, que só então poderá avançar com a alteração da Constituição. As autoridades responsáveis ainda não divulgaram a data da consulta pública.
A proposta de alteração foi apresentada pela primeira vez em Janeiro pelo Presidente David Adeang.
Porque mudar o nome?
Segundo o governo, o nome “Nauru” surgiu porque “línguas estrangeiras” distorceram a língua local durante o período colonial.
A língua nativa do país é o “Dorerin Naoero”, falado pela maioria dos seus quase 10 mil habitantes, a par do inglês.
“O nome Nauru surgiu porque Naoero não podia ser pronunciado corretamente por falantes estrangeiros e foi alterado não por escolha nossa, mas por conveniência”, afirmou o governo em comunicado.
De acordo com o Presidente Adeang, a mudança “representaria de forma mais fiel” a herança, a língua e a identidade nacional.
Passado colonial de Nauru
Nauru, país sem capital oficial — embora Yaren seja considerada o seu centro administrativo — é a menor república insular do mundo, com apenas 21 quilómetros quadrados. Tem língua própria nacional, o nauruano.
Do final da década de 1880 até à Primeira Guerra Mundial, o território foi reivindicado pela Alemanha como protetorado. A ilha no Pacífico Sul foi então ocupada por tropas australianas e passou a ser administrada conjuntamente pela Austrália, pelo Reino Unido e pela Nova Zelândia, até conquistar a independência em 1968 e se tornar membro das Nações Unidas.
As potências coloniais exploraram as jazidas de fosfato de elevada pureza da ilha, utilizado como fertilizante. Mesmo após a independência, a exploração mineira continuou e impulsionou um rápido crescimento económico. No entanto, as reservas esgotaram-se, deixando o interior do país árido e praticamente inabitável.