O Benfica venceu este domingo o FC Porto por 2-0, na festa do futebol feminino, no Jamor, e conquistou a Taça de Portugal pela terceira vez, depois de na edição anterior ter perdido frente ao Torreense.

O conjunto do FC Porto, campeão da II Divisão, e que na próxima época se estreará na Liga BPI, tinha uma missão difícil frente às hexacampeãs nacionais, ideia reforçada pelo golo a abrir de Caroline Moller (4’), que acabaria por bisar e garantir a “dobradinha”.

O golo, inicialmente invalidado, foi confirmado pelo VAR, com o Benfica a confirmar o favoritismo à conquista do troféu num jogo que teve 22 258 pessoas nas bancadas e o Presidente da República, António José Seguro, na tribuna, juntamente com os líderes dos dois clubes, Rui Costa e André Villas-Boas.

O Benfica instalou-se no último terço perante um FC Porto sem capacidade para se impor, apesar da capacidade física evidenciada pelas portistas, a levarem o jogo para os duelos a meio-campo.

Mesmo sem conseguir criar situações flagrantes de bola corrida, as “encarnadas” fizeram uso dos esquemas tácticos para ampliarem a vantagem. Aos 39’, Möller estava no sítio certo para desviar um cabeceamento de Diana Gomes na sequência de um canto, tornando a tarefa do FC Porto ainda mais hercúlea.

Ainda assim, as “azuis e brancas” surgiram mais perigosas na segunda parte, com a norte-americana Eliza Turner a rematar à entrada da área e a forçar Lena Pauels a uma defesa de recurso. Mas a intensidade das acções foi baixando com a fadiga e as campeãs nacionais, na frente do marcador, puderam fazer uma gestão com bola mais confortável.

O jogo terminaria mesmo com o Benfica mais perto de conseguir o terceiro golo, que acabaria por desperdiçar graças à actuação de Cora Brendle na baliza do FC Porto e à ineficácia das suas atacantes (Nycole Raysla e Lúcia Alves não conseguiram bater a guarda-redes norte-americana).

Contas feitas, o Benfica completou a “dobradinha” na época de estreia de Ivan Baptista como treinador — ele, que sucedeu no cargo a Filipa Patão. “O melhor desta época ficou para o fim e isso demonstra muita resiliência deste grupo”, afirmou o técnico de 34 anos, ainda no Jamor.

Foi a segunda vez que as “encarnadas” juntaram campeonato e Taça de Portugal na mesma temporada (a anterior tinha sido 2023-24), tendo concluído ambas as provas sem qualquer derrota. As outras duas competições domésticas, Supertaça e Taça da Liga, foram conquistadas pelo Torreense.

Na frente europeia, porém, a prestação do Benfica ficou aquém das expectativas. Se, em 2023-24, as “águias” tinham brilhado ao alcançarem os quartos-de-final da Liga dos Campeões, desta feita não conseguiram ultrapassar a fase de grupos, que concluíram com dois empates e quatro derrotas.