A PSP fez na madrugada desta segunda-feira disparos com balas de borracha, em Camarate, Loures, para dispersar uma multidão que estaria a tentar travar uma perseguição, atingindo duas mulheres, que tiveram de ser transportadas para o Hospital de S. José, em Lisboa. Ao Observador, a PSP indica que os disparos aconteceram depois de terem sido arremessadas pedras aos agentes, na sequência de uma perseguição policial a um carro suspeito e as duas mulheres ficaram com “ferimentos ligeiros”.

Numa resposta enviada ao Observador, a PSP explica que às 22h30 uma Equipa de Intervenção Rápida da Divisão Policial de Loures da PSP “deu ordem de paragem a uma viatura suspeita, tendo o condutor da mesma desobedecido e tendo-se a viatura colocado em fuga para o interior do bairro”.

Perante a perseguição policial, refere a PSP, “um grupo de cerca de 40 pessoas colocou-se no meio da faixa de rodagem para impedir a progressão da viatura policial, tendo sido arremessadas pedras e outros objetos na direção dos polícias”, consta no comunicado da PSP.

“Após ordem expressa de dispersão, os indivíduos não acataram a ordem e persistiram no arremesso de pedras contra os polícias, injuriando-os e ameaçando-os”, indica o mesmo texto.

“Face a este comportamento, os polícias da EIR efetuaram uma vaga de dispersão com recurso a bastões policiais e perante a persistência de arremesso de pedras, foram efetuados 3 disparos com cartucho de bala de borracha”, indicam.

O resultado da “intervenção” foram “ferimentos ligeiros nos membros inferiores de duas cidadãs do sexo feminino, as quais, foram assistidas no local e transportadas para o Hospital de S. José em Lisboa”, confirmam.

A PSP está agora a fazer diligências para identificar o suspeito que desobedeceu à ordem policial e se colocou em fuga e para apurar as circunstâncias e motivos que o levaram a tal comportamento. A PSP esclarece que “o suspeito reside no bairro referido”.

A informação tinha sido inicialmente divulgada pelo jornal Correio da Manhã, que acrescenta que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM recebeu igualmente um alerta para uma ocorrência na mesma morada, relacionada com uma criança de dois anos que terá sofrido um traumatismo craniano. No comunicado enviado ao Observador, a PSP confirma que “já se encontrava no Bairro uma ambulância a assistir uma criança que havia caído e que registava ferimentos. Essa situação, alegadamente, não está relacionada com esta intervenção da PSP”.