Os resultados eleitorais de 18 de maio de 2025, que colocaram a AD em primeiro lugar, mas sem maioria, obrigam a coligação a uma jigajoga parlamentar constante, para firmar acordos com o Chega e o PS.
Mesmo assim, o secretário-geral e líder parlamentar do PSD garante que tem sido possível introduzir reformas estruturais no país.
Hugo Soares discorda, por isso, da ideia de que tem faltado “ímpeto reformista” ao Executivo e dá exemplos: quatro descidas do IRS; 40 carreiras revistas na Administração Pública; a concentração de organismos da Educação que permitiu redistribuir, pelas escolas, mais 200 professores; as mudanças na lei da imigração e da nacionalidade.
Um ano depois das eleições, Hugo Soares faz o balanço do segundo governo de Luís Montenegro: Portugal e os portugueses estão melhores hoje do que estavam quando governava o PS.
Na rubrica Ponto Central, da Antena 1, Hugo Soares assume as dificuldades de um contexto marcado pelos conflitos internacionais, que também afetam Portugal, mas não deixa, ainda assim, de fazer um retrato positivo das transformações no país.
“Tenho a certeza que não há um português que viva ainda como gostaria de viver. Agora, que vivem melhor, vivem; que o país está melhor, está; que o país tem melhores condições, tem; e que nós vamos continuar a trabalhar para que esse seu desejo de viverem cada vez melhor se possa concretizar, também não tenho dúvida sobre isso”, afirmou.
Segundo o secretário-geral social-democrata, são vários os assuntos que vão marcar a legislatura. Hugo Soares garante que há reformas importantes em curso, a começar numa das mais mediáticas: a reforma laboral.

Para além disso, o líder parlamentar do PSD destaca, também, a reforma do Estado, a transformação do Serviço Nacional de Saúde e a privatização da TAP. Uma estratégia que vai avançar, diz Hugo Soares, ao mesmo tempo em que o Executivo continua a reduzir impostos e a aumentar rendimentos.