“Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana”, disse por sua vez o Ministério dos Negócios Estrangeiros português. O ministério dirigido por Paulo Rangel disse que estava em contacto permanente com as autoridades israelitas para exigir a libertação imediata dos cidadãos portugueses — em número indeterminado — e garantir a sua proteção. Disse ainda que tinha convocado o encarregado de negócios israelita para formalizar o protesto e pedir esclarecimentos

O homólogo italiano Antonio Tajani também atuou da mesma forma. Estavam 29 cidadãos italianos num total de 430 ativistas em cerca de 50 embarcações. Entre eles figurava o deputado Dario Carotenuto, do Movimento 5 Estrelas. Meloni considerou “inaceitáveis” as imagens de Ben Gvir e exigiu um pedido de desculpas por parte do governo de Israel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês Jean-Nöel Barrot usou as mesmas palavras de Meloni acerca das imagens, “inadmissíveis”, e também convocou o embaixador israelita.

Os chefes da diplomacia de Espanha e da Irlanda também condenaram o sucedido, bem como o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, que considerou o sucedido “completamente inaceitável”.

Na terça-feira, as forças militares israelitas usaram canhões de água e abordaram a última dezena de barcos que continuavam a navegar, e nos quais seguiam a bordo quase uma centena de ativistas. Na segunda-feira, foram capturadas 40 embarcações e mais de 300 ativistas numa operação supervisionada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Desta vez, porém, e face à onda de indignação internacional, este fez saber que “a forma como o ministro Ben Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está de acordo com os valores e normas de Israel”. Netanyahu disse também que o seu país “tem todo o direito de impedir que flotilhas provocatórias de apoiantes terroristas do Hamas entrem” nas águas territoriais de Israel e cheguem a Gaza. Concluiu dizendo ter dado ordens para as autoridades “deportarem os provocadores o mais rapidamente possível”.