A missão, liderada pela Fundação Nippon, do Japão, e pela Nekton, do Reino Unido, envolveu mais de 1.000 investigadores de 85 países e realizou explorações em várias zonas remotas do planeta, incluindo áreas próximas do Japão, da Austrália, de França e Timor-Leste.
No Japão, a cerca de 800 metros de profundidade, foi descoberta uma nova espécie de verme poliqueta que vive no interior de uma esponja de vidro. Esta estrutura, composta por um esqueleto de sílica translúcida semelhante a uma malha — frequentemente descrita como “castelo de vidro” — , estabelece uma relação simbiótica com o verme marítimo: este obtém proteção e nutrientes, enquanto ajuda a limpar resíduos da superfície da esponja.
Os cientistas identificaram o que designaram como quimera, também conhecida como “tubarão-fantasma”, na Austrália, a cerca de 820 metros de profundidade. Estes peixes são parentes distantes dos tubarões e das raias, dos quais divergiram há cerca de 400 milhões de anos.
Em Timor-Leste, foi encontrada uma espécie de verme-de-fita com cerca de 2,5 centímetros de comprimento, marcada por riscas cor de laranja associadas às suas defesas químicas. As toxinas produzidas por estes organismos estão a ser estudadas pelo seu potencial em tratamentos de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e perturbações psiquiátricas, como a esquizofrenia.