Florentino Pérez deverá mesmo ter oposição nas eleições do Real Madrid, o que pode ter implicações no anúncio de José Mourinho como novo treinador dos merengues.

Enrique Riquelme, magnata do ramo das energias e da água, manifestou nesta quinta-feira a intenção de se candidatar à presidência do clube merengue. Riquelme tem agora até ao final do dia deste sábado para cumprir todos os pressupostos obrigatórios para que a candidatura seja aceita pela Junta Eleitoral, entre os quais um pré-aval financeiro a rondar os 187 milhões de euros, representativos de 15 por cento do orçamento anual do clube, que ronda os 1.200 milhões de euros.

Se a candidatura do empresário de 37 anos for validada, as eleições serão realizada 15 dias depois: no fim de semana de 6 e 7 de julho. Estatutariamente, refere o jornal AS nesta sexta-feira, a direção em funções tem legitimidade para tomar quaisquer decisões que entenda durante esta janela temporal, como compras, vendas e, naturalmente, a escolha de um treinador. No entanto, vinca o mesmo jornal, é pouco provável que o faça, até pelos constrangimentos desportivos que isso poderia causar caso a liderança do clube mudasse de mãos. É que os planos de Riquelme, caso seja ele o escolhido pelos sócios madridistas, passarão por outro técnico: Jürgen Klopp, conforme noticiou o El Confidencial.

Acontece que, se houver mesmo eleições no Real Madrid, estas realizar-se-ão já fora do período de dez dias após o fim do campeonato que permite a José Mourinho rescindir o contrato que o liga ao Benfica a troco de um valor ainda não clarificado: chegou a falar-se de 3 milhões de euros, mas nos últimos tempos surgiram informações de 7 milhões de euros.

Portanto: se Florentino Pérez não tiver oposição, é automaticamente reconduzido no domingo, 24, dia em que a cláusula ainda é válida. Se for a votos com Riquelme e não oficializar a escolha de José Mourinho até às eleições, a cláusula deixa de ser válida. Isto, claro, se Mourinho não a ativasse, o que deixaria o técnico livre para esperar por um cenário que não é 100 por cento garantido: a reeleição de Florentino.

Por outro lado, se nenhuma das partes der o passo em frente a decisão final é atirada para 8 de julho, mas aí – partindo do pressuposto que Florentino Pérez venceria as eleições – será necessária uma negociação com o Benfica, lembrando o AS que as relações entre o emblema espanhol e a SAD liderada por Rui Costa não são as melhores desde a novela que envolveu a ida de Álvaro Carreras para Madrid no verão de 2025: os merengues queriam o jogador antes do Mundial de Clubes, mas a transferências só se concretizou depois.

Por outro lado, o Benfica também tem urgência em ver resolvido este tema para poder avançar definitivamente no tema da sucessão de Mourinho e no planeamento de 2026/27.