Durante uma vindima, Soraia, uma jovem trabalhadora do Alentejo, fere a mão. As gotas do seu sangue misturam-se com o vinho e, a partir daí, começa a ser perseguida por um touro. Amedrontados, os trabalhadores juntam-se e refugiam-se nos sobreiros. Nas suas copas, forma-se uma comunidade improvisada onde se trocam experiências e desabafos sobre a guerra, o trabalho e a família.
Interpretado por actores não-profissionais da região de Estremoz, um filme que usa elementos do quotidiano e do imaginário colectivo para representar diferentes gerações marcadas pela ditadura e pela revolução de Abril.
Rodado ao longo de quatro anos, tem realização, argumento, montagem e produção de Marta Mateus, em co-produção com Pedro Costa, que regressa ao Alentejo e às comunidades já presentes na sua curta-metragem Farpões, Baldios (2017), apresentada na Quinzena dos Cineastas em Cannes.
Exibido em competição no Festival de Locarno, Fogo do Vento conquistou o Prémio Especial do Júri no Avant-Garde Film Festival de Atenas (Grécia), o Prémio Especial do Júri FIPRESCI no Festival de Gijón (Espanha) e ainda o prémio de Melhor Realização no Festival Caminhos do Cinema Português. Críticas, salas e horários
Desde a morte do marido que Mahnaz, uma enfermeira dedicada, faz o que pode para criar os seus dois filhos. Quando resolve aceitar a proposta de casamento de Hamid, o namorado, vê o filho mais velho, envolvido em problemas de comportamento que o fazem ser expulso da escola. Esse episódio desencadeia uma sucessão de acontecimentos trágicos que vão mudar, radicalmente, a vida de toda a família. Amargurada e convencida de que tudo poderia ter sido evitado, Mahnaz quer justiça. Mas não tarda a esbarrar num sistema burocrático criado por homens que, de forma mais ou menos velada, descura os direitos das mulheres.
Escolhido para integrar a competição oficial do Festival de Cinema de Cannes, este drama centrado no luto, na maternidade e no peso do patriarcado foi assinado pelo realizador e argumentista iraniano Saeed Roustaee, também autor de A Lei de Teerão (2019) e de Os Irmãos de Leila (2022). Parinaz Izadyar, Payman Maadi, Soha Niasti, Maziar Seyedi, Fereshteh Sadr Orafaee e Hassan Pourshirazi dão vida às personagens principais. Críticas, salas e horários
Depois da queda do Império, Din Djarin, um solitário caçador de recompensas mandaloriano, continua a atravessar os confins da galáxia ao lado do seu jovem companheiro Grogu. Agora ao serviço da Nova República, fundada para restaurar a ordem e a paz, os dois são chamados para uma missão que os levará a enfrentar forças do antigo Império. Entre perseguições, alianças e ameaças, o forte vínculo entre mentor e aprendiz será novamente posto à prova.
Produzido pela Lucasfilm e distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, este filme de aventura é dirigido por Jon Favreau. O argumento, assinado por Favreau, Dave Filoni e Noah Kloor, dá continuidade no grande ecrã ao universo da série homónima disponível na Disney+, cuja acção decorre entre os filmes O Regresso de Jedi (1983) e O Despertar da Força (2015). Pedro Pascal regressa ao papel de Din Djarin; juntam-se-lhe Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Jonny Coyne, Brendan Wayne, Dave Filoni, Steve Blum, Hemky Madera, Paul Sun-Hyung Lee e Matthew Willig. Críticas, salas e horários
No início do século XX, Omarino e Aredomi, dois rapazes indígenas da região amazónica do Peru, são levados para Londres. Expostos como curiosidades perante a sociedade europeia da época, tentam manter a sua identidade enquanto enfrentam a perda, o desenraizamento e a solidão.
Assinado pela peruana Tatiana Fuentes Sadowski, na sua estreia em longa-metragem, que se encontrou com as comunidades indígenas das quais descendem Omarino e Aredomi, este documentário fala sobre a violência da exploração humana e tenta reconstruir o percurso dos dois através dos vestígios deixados por arquivos oficiais.
A Memória das Borboletas teve a sua estreia na secção Fórum do Festival de Cinema de Berlim, destinada a mostrar cinema mais experimental e contemporâneo. Críticas, salas e horários
Mother Mary (Anne Hathaway) é uma cantora mundialmente famosa que volta a encontrar-se com Sam Anselm (Michaela Coel), a estilista responsável pela sua imagem pública, com quem não se cruza há dez anos. À medida que as duas mulheres se reaproximam, são levadas a reavaliar a relação que as une, marcada pela admiração mútua, mas também pelo ressentimento e pela dependência emocional. Tudo isto reabre feridas do passado que nunca sararam por completo.
Com realização e argumento de David Lowery (O Cavalheiro com Arma, A Lenda do Cavaleiro Verde), o filme reúne ainda Hunter Schafer, FKA Twigs, Kaia Gerber, Jessica Brown Findlay, Sian Clifford, Isaura Barbé-Brown e a portuguesa Alba Baptista.
As canções originais foram criadas por Jack Antonoff e Charli XCX, enquanto a banda sonora instrumental ficou entregue a Daniel Hart, colaborador habitual do realizador. Críticas, salas e horários
Rose vive provisoriamente com os três filhos num velho hotel de família que já não lhes pertence. Apesar das dificuldades diárias e de quase não ter dinheiro para sobreviver, não se deixa abalar e enfrenta cada dia com um optimismo renovado. Jean, pelo contrário, é alguém muito marcado pela dor, o que o tornou pessimista e resignado a uma vida de infelicidade. Quando o acaso faz os seus destinos cruzarem-se, os dois vêem no encontro a oportunidade de se valerem um ao outro e mudarem radicalmente as suas vidas.
Dirigida e escrita por Jean-Baptiste Léonetti (À Prova de Fogo), esta comédia dramática sobre segundas oportunidades tem nos papéis principais Sandrine Kiberlain e Pierre Lottin, acompanhados por Louise Labèque, Alexis Rosenstiehl, Alma Ngoc e Mélissa Izquierdo. Críticas, salas e horários
Uma noite, durante um percurso por uma estrada secundária pouco frequentada, um casal depara-se com um carro acidentado cujo condutor está morto. À medida que avançam por paisagens cada vez mais isoladas, instala-se neles a sensação de estarem a ser perseguidos por uma presença sobrenatural, persistente e impossível de evitar.
Misturando elementos de road movie e terror sobrenatural, o filme surge pela mão do realizador André Øvredal (O Caçador de Trolls, A Autópsia de Jane Doe, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, Drácula: O Despertar do Mal), a partir de um argumento de T. W. Burgess e Zachary Donohue. No elenco encontram-se Jacob Scipio, Lou Llobell, Joseph Lopez, Tony Doupe, Bonni Dichone, Devielle Johnson, Jessica Cruz, Miles Fowler e Melissa Leo. Salas e horários
Vincent, uma jovem baleia-jubarte, ainda se encontra em luto pela perda do pai, cuja voz tinha o poder de proteger os mares e os seus habitantes. Inseguro e incapaz de cantar, o adolescente vê-se obrigado a enfrentar os seus medos mais profundos quando percebe que Leviatã, uma enorme e perigosa criatura que o pai de Vincent tinha derrotado muitos anos antes, se liberta após o degelo de um icebergue e ameaça toda a vida marinha. Ao lado de um pequeno grupo de fiéis companheiros, Vincent parte em direcção às profundezas do oceano em busca da melodia capaz de os salvar e restaurar o equilíbrio perdido.
Assinado por Reza Memari, este filme de animação conta, na versão original, com as vozes de Vincent Tong, Bruce Dinsmore, Jenna Wheeler-Hughes, Chimwemwe Miller, Jessica Kardos, Priyanka, Jen Viens e Matthew Kabwe. Salas e horários