Volmer Perez / Prefeitura de PelotasServiço funciona no Centro de Especialidades, na rua Voluntários da Pátria.Volmer Perez / Prefeitura de Pelotas

Pelotas conta, desde quinta-feira (21), com uma base central do Serviço de Atenção às Feridas Complexas (SAFC), voltado ao atendimento de pacientes com feridas de difícil cicatrização, geralmente associadas a doenças como diabetes, problemas de circulação e lesões por pressão.

O novo ambulatório funciona no Centro de Especialidades, na rua Voluntários da Pátria, no centro da cidade.

Segundo a prefeitura, o objetivo é qualificar o atendimento, acelerar diagnósticos e organizar o fluxo de pacientes dentro da rede pública de saúde, desde a triagem até o tratamento especializado.

Embora a estrutura física tenha sido inaugurada agora, o serviço já vinha sendo desenvolvido desde 2023 por meio de telematriciamento, com apoio de equipes móveis e das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

De acordo com a idealizadora do projeto, a especialista em enfermagem dermatológica Lilian Rubira, a centralização do atendimento deve ampliar a eficiência do tratamento e reduzir impactos físicos e emocionais causados pelas lesões crônicas.

— Nosso objetivo é acelerar a reabilitação desses pacientes, devolvendo a eles a qualidade de vida e a autonomia. Muitas dessas pessoas conviviam com dores crônicas e isolamento social devido à gravidade das lesões — afirma.

Volmer Perez / Prefeitura de PelotasServiço de Atenção às Feridas Complexas (SAFC) iniciou atendimentos na quinta-feira (21).Volmer Perez / Prefeitura de Pelotas

Serviço em quatro frentes

O Serviço de Atenção às Feridas Complexas funciona a partir de quatro frentes integradas: telematriciamento, Base Central, telemonitoramento e unidade móvel.

O primeiro contato ocorre pelas UBSs. Profissionais da rede municipal encaminham os casos considerados complexos para avaliação da equipe especializada por meio do sistema de telematriciamento.

Depois disso, é realizada uma classificação de risco para definir quais pacientes podem continuar sendo acompanhados na própria unidade de saúde e quais necessitam de atendimento presencial especializado.

Os casos mais graves são direcionados para a Base Central, no Centro de Especialidades, onde os pacientes recebem avaliação especializada, definição do tratamento, acompanhamento contínuo e procedimentos específicos.

Segundo a prefeitura, o atendimento seguirá sendo compartilhado com a UBS de referência do paciente para garantir continuidade do cuidado.

Acompanhamento pode durar até dois anos

Após a estabilização ou cicatrização da lesão, o paciente pode seguir em telemonitoramento por até dois anos. O objetivo é evitar novas complicações e acompanhar a recuperação da pele.

O ambulatório também conta com uma unidade móvel, voltada principalmente para pacientes acamados, pessoas com dificuldade de deslocamento e moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Nesses casos, a equipe realiza atendimento e acompanhamento diretamente nos locais onde os pacientes vivem.

Para acessar o serviço, o paciente deve procurar inicialmente a sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

Após avaliação clínica, a equipe médica ou de enfermagem fará o encaminhamento para os especialistas do ambulatório por meio do sistema de telematriciamento.

Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.