A Tesla tem conseguido grandes vitórias na Europa nos últimos meses. A condução autónoma está já presente e a alargar-se a mais países. Agora, a marca automóvel de Elon Musk fez uma mudança. A condução autónoma passa a ser uma subscrição mensal, abandonando o de pagamento único que tinha até agora.
Novo modelo de negócio para software automóvel
A Tesla alterou formalmente o modelo de negócio para o seu sistema de condução autónoma na Europa. A marca norte-americana decidiu remover a opção de compra única e vitalícia do pacote Full Self-Driving (FSD), convertendo a tecnologia num serviço acessível exclusivamente através de uma mensalidade. Esta transição visa uniformizar a oferta com o mercado norte-americano e criar um fluxo de receita contínuo.
A alteração marca o fim de uma era em que os clientes podiam adquirir o FSD de forma permanente no momento da configuração do veículo. A partir de agora, os novos utilizadores que queiram usufruir das capacidades de assistência à condução terão de aderir ao regime de subscrição recorrente, estimado em cerca de 99 euros por mês para o pacote completo, ou 49 euros para quem já detém o sistema intermédio Autopilot Aperfeiçoado.
Tesla aposta numa nova forma de cobrar aos clientes
Esta estratégia reflete a tendência crescente na indústria automóvel de rentabilizar o hardware já presente nos veículos através de barreiras de software (paywalls). Apesar de todos os automóveis saírem de fábrica equipados com as câmaras e processadores necessários, os recursos digitais permanecem bloqueados até à ativação do pagamento mensal.
Embora a Tesla continue a promover o avanço do FSD, o sistema mantém-se classificado como um nível 2 de autonomia. Isto significa que a supervisão humana permanece obrigatória em todos os momentos do trajeto, não se tratando ainda de condução totalmente autónoma legal.
Desafios regulatórios e futuro da condução autónoma
O anúncio foi originalmente sinalizado pelo CEO da marca, Elon Musk, que confirmou a transição de forma direta nas redes sociais: “A Tesla vai deixar de vender o FSD. O FSD estará apenas disponível como uma subscrição mensal a partir de então.”
A expansão deste modelo para o continente europeu surge numa fase em que a empresa acelera testes públicos em mercados selecionados, como os Países Baixos e a Lituânia, enquanto aguarda pela harmonização regulatória nos restantes Estados-membros da União Europeia. Para os atuais proprietários que adquiriram o extra antes desta alteração, o direito de utilização vitalício associado ao respetivo chassis permanece salvaguardado, sem custos adicionais.

