Agentes da Unidade Operacional Central (UCO) da Guardia Civil estão a realizar esta quarta-feira, 27 de maio, buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em Madrid, no âmbito do caso SEPI, que investiga um alegado esquema de corrupção, segundo o El País.

A polícia espanhola está também a realizar buscas nas casas dos antigos dirigentes do PSOE, Gaspar Zarrías e Santos Cerdán, bem como do empresário Pérez Dolset.

O secretário-geral do PSOE e primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu “colaboração” do partido com o sistema judicial neste caso, mas também em relação ao que envolve o seu antecessor na liderança do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, acusado de tráfico de influências.

A partir do Vaticano, onde esteve reunido com o papa, numa visita de antecipação à deslocação de Leão XIV a Espanha – de 6 a 12 de junho -, Sánchez garantiu também uma resposta “enérgica” a eventuais irregularidades, lembrando que Leire Díez foi expulsa do partido. “Se houver novas irregularidades, agiremos com a mesma firmeza com que agimos anteriormente”, enfatizou.

A operação policial visa recolher documentação relacionada com um caso que envolve uma antiga militante do partido e funcionária pública, Leire Díez, que está a ser investigada por tráfico de influências, explica o El País, dando ainda conta que está prevista a recolha de depoimentos.

De acordo com fontes citadas pelo diário, estão em causa suspeitas de pagamentos do PSOE a Leire Díez e outras pessoas.

“O PSOE é diferente do PP e já o demonstrámos em muitas ocasiões. Aqui não há destruição de provas. E, por isso, toda a informação que for solicitada será, portanto, entregue”, assegurou Montse Mínguez, porta-voz do partido liderado por Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol durante as diligências das autoridades.