Montenegro diz estar “atento” à evolução da taxa de inflação, acusando o PS de, enquanto foi governo, de ter tomado decisões de forma mais lenta do que aquela que exige agora ao atual executivo. Em matéria de combustíveis, descreve as medidas já adotadas.
“Estamos atentos à situação, mas aqueles que correm muito depressa para resolver problemas que têm diante de si, sem ponderar a dimensão da consequência daquilo que estão a fazer, normalmente são aqueles que, de mão estendida, pedem ajuda externa para resolver os problemas que não foram capazes de gerir. Esse não é o nosso caso”, atira.
Sobre a acusação de aumento de impostos, defende que Carneiro deve apresentar provas, uma vez que se trataria de uma “conduta ilegal e inconstitucional”, já que o executivo não pode decidir em matéria de impostos.
“Se está a falar de outra coisa, que é um caminho que o Governo tinha iniciado antes desta crise para, de forma faseada, quando houvesse condições de mercado com baixas significativas do preço, para recuperarmos o desconto a que estamos obrigados a terminar, deixe-me dizer-lhe: este Governo, com a sua sensibilidade social, suspendeu esse processo de recuperação dos descontos”, conclui.
“Tem de arranjar outros temas, porque nestes faz ricochete”, atira.