
A anemia é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Esta condição provoca fadiga, confusão mental, tonturas, dores de cabeça e dificuldade de concentração.
O combate à anemia é geralmente feito através da suplementação de ferro, embora estes suplementos possam ser difíceis de tolerar, difíceis de obter e complicados de tomar de forma consistente.
Num novo estudo, publicado esta quarta-feira na BMJ Nutrition, Prevention & Health, os investigadores reuniram dados de 17 estudos diferentes. Os resultados mostraram que o consumo de sumo de goiaba estava associado a um aumento da hemoglobina, a proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigénio pelo organismo.
Segundo o ZME Science, o estudo centrou-se na Indonésia, onde a anemia afeta 48,9% das mulheres grávidas e 32% dos adolescentes.
Os estudos analisados apresentaram diferenças significativas. Alguns utilizaram sumo de goiaba vermelha, enquanto um utilizou sumo de goiaba cristalina. Em certos casos, os participantes receberam apenas sumo, noutros, o sumo foi combinado com suplementos de ferro.
As doses variaram entre preparações feitas com 100 gramas de goiaba e 300 mililitros de sumo por dia, e as intervenções duraram entre cinco dias e três meses.
Os autores analisaram separadamente os estudos que compararam a goiaba e ferro com a administração isolada de ferro. Nessa comparação, a goiaba continuou a demonstrar benefícios. Em cinco estudos, as participantes que receberam sumo de goiaba juntamente com ferro apresentaram níveis de hemoglobina mais elevados do que aquelas que receberam apenas ferro.
O sumo de goiaba reúne várias vantagens. É amplamente cultivado e consumido nas regiões tropicais e subtropicais da Ásia e está também disponível, de forma relativamente acessível, em muitos supermercados de países ocidentais.
Ainda assim, o sumo de goiaba não deve encarado como um substituto de um diagnóstico ou de um tratamento médico. Em caso de suspeita de deficiência de ferro, o primeiro passo deve ser a realização de análises ao sangue, que normalmente incluem a avaliação da hemoglobina e da ferritina.
Isto é especialmente importante para mulheres com menstruações abundantes, grávidas, mulheres no pós-parto, pessoas com sintomas gastrointestinais, dietas vegetarianas ou veganas, praticantes de desportos ou pessoas com histórico de hemorragias.