Nova Iorque arrecadou mais de nove milhões de dólares com esta infração. Em Espanha, a legislação já permitiria multar por isso. E Portugal?
O que Nova Iorque fez e que pode inspirar outros países
Deixar o carro a trabalhar enquanto está parado ou estacionado pode originar uma multa e Nova Iorque já transformou este hábito numa fonte de receita milionária.
Nas últimas semanas, a cidade americana arrecadou mais de nove milhões de dólares com esta infração, tendo como principal alvo os estafetas da Amazon e de outras empresas de distribuição, que costumam manter o motor ligado enquanto entregam encomendas para não perderem tempo.
Por lá, a lei municipal proíbe a maioria dos veículos de manter o motor ligado por mais de três minutos enquanto parados ou estacionados, com o objetivo de reduzir a poluição e combater as alterações climáticas.
A notícia vem de Espanha, onde a imprensa levanta a possibilidade de as autoridades poderem seguir o mesmo caminho.
Em Espanha, a lei já o permitiria
Do lado espanhol, a Direção Geral de Tráfego (em espanhol, DGT) tem à sua disposição o Artigo 10 do Código de Circulação, que permite coimas entre 80 e 100 euros a quem provoque prejuízos ou incómodos desnecessários às pessoas, danos a bens ou ao ambiente.
Ora, um motor a trabalhar em vão contamina, e isso poderia bastar para fundamentar uma autuação, se as autoridades assim o entendessem.
Aliás, em Madrid, a regulamentação municipal já obriga os condutores a desligar o motor desde o início do estacionamento. Assim, tendo em conta que a lei existe, as autoridades poderiam aplicá-la neste sentido.
Um hábito de verão que pode sair caro
O problema agrava-se nesta época do ano. Com as temperaturas a subir, é comum ver condutores, dentro ou fora do carro, a manter o motor ligado para que o ar condicionado continue a funcionar.
Por ser um comportamento tão generalizado, quase ninguém o questiona. Por isso, poderia ser uma fonte de receita choruda para as autoridades.
E em Portugal?
O exemplo de Nova Iorque e a possibilidade de Espanha aplicar esta regra levantam uma questão pertinente para os condutores portugueses.
Se a tendência se consolidar nos países vizinhos, não seria de estranhar que Portugal equacionasse medidas semelhantes, especialmente em cidades onde a qualidade do ar é uma preocupação crescente.
Por agora, nada indica que tal esteja iminente, mas fica a curiosidade.
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