Um voo com destino a Maiorca, em Espanha, foi obrigado a regressar aos Estados Unidos depois de um alerta de segurança invulgar ter gerado preocupação a bordo. O motivo não foi uma ameaça confirmada, mas sim o nome atribuído a um dispositivo Bluetooth detetado durante a viagem.
Nome suspeito desencadeou protocolo de segurança
Segundo várias informações divulgadas pela imprensa internacional, o incidente ocorreu num voo que tinha partido de Newark, no estado de Nova Jérsia, com destino à ilha espanhola de Maiorca.
Durante a travessia do Atlântico, terá sido identificado um dispositivo Bluetooth cujo nome continha uma referência considerada alarmante, associada a uma possível bomba. A situação levou a tripulação a seguir os protocolos de segurança previstos para potenciais ameaças a bordo.
Perante o alerta, foi tomada a decisão de interromper a viagem e regressar ao aeroporto de origem.
O avião, um Boing 767, com 190 passageiros e 12 elementos da tripulação teve de interromper a viagem até Maiorca, fazer inversão de marcha, e pelas 21h34 voltou a aterrar no Liberty Internacional Airport. Em causa, estaria um dispositivo de Bluetooth e o facto de o dono do aparelho lhe ter dado a designação de “bomba”.
Avião foi recebido por forças de segurança
Após a aterragem em Newark, a aeronave foi recebida por um forte dispositivo policial e por equipas especializadas em segurança aeroportuária. Os passageiros tiveram de abandonar o avião para que fossem realizadas inspeções completas à aeronave e à bagagem transportada.
As autoridades acabariam por concluir que não existia qualquer explosivo nem ameaça real. Tudo indica que o alerta foi provocado apenas pelo nome atribuído a um altifalante ou dispositivo Bluetooth transportado por um passageiro.
Um simples nome pode ter consequências sérias
Embora possa parecer uma brincadeira inofensiva, especialistas em segurança recordam que qualquer referência a bombas, terrorismo ou ameaças durante um voo é tratada com máxima seriedade pelas companhias aéreas e pelas autoridades.
Nos últimos anos, a crescente presença de dispositivos Bluetooth, como auscultadores, colunas portáteis e localizadores inteligentes, tornou mais comum a deteção de nomes personalizados nas redes sem fios dos aviões. Quando esses nomes incluem termos considerados suspeitos, podem desencadear investigações e atrasos significativos.
Rumo a Maiorca, passageiros enfrentaram atrasos e verificações adicionais
O regresso inesperado a Newark obrigou os passageiros a permanecer várias horas em terra enquanto decorriam as inspeções. Depois de confirmada a inexistência de qualquer ameaça, a companhia aérea iniciou os procedimentos para reencaminhar os viajantes para o destino final.
O caso volta a demonstrar como uma simples configuração num equipamento eletrónico pode acabar por provocar uma operação de segurança de grande dimensão e afetar centenas de passageiros.

