Descubra as grandes obras-primas que marcaram os últimos anos
01/06/2026
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A década de 2020 continua firme e forte, e nós seguimos aqui tentando sobreviver a ela. Pelo menos o cinema tem entregado coisas muito boas, mesmo com todas as fases estressantes que enfrentamos no mundo real. Tivemos aquele período longo logo no começo em que as salas de exibição fecharam as portas e adiaram vários projetos legais, além das greves recentes em Hollywood que paralisaram as produções. Claro que existiram motivos muito justos para tudo isso acontecer, como a saúde pública e a busca por pagamentos dignos para os trabalhadores da indústria.
Deixando os problemas estruturais de lado e focando na parte criativa, o fato é que recebemos obras fantásticas todos os anos nesta nova década (até mesmo no caótico ano de 2020). Para celebrar essas joias recentes, a nossa equipe decidiu mergulhar nos catálogos e escolher o filme definitivo de cada ano que já passou por completo. Preparamos uma viagem cronológica pela elite do cinema moderno para você atualizar a sua lista de recomendações.
6. Quo Vadis, Aida? (2020)
A coisa que mais chama a atenção em Quo Vadis, Aida? é o peso brutal e sufocante da história. Existe um motivo muito válido para isso, já que o enredo acompanha os momentos de tensão antes de uma tragédia real que aconteceu durante a Guerra da Bósnia. A protagonista é uma mulher que trabalha como tradutora para a ONU e enfrenta uma situação enlouquecedora. Além de estar no meio de um conflito com inúmeras vidas em risco, ela tenta de todas as formas salvar a própria família que busca abrigo contra forças genocidas na região.
O filme transmite perfeitamente a escala de desespero desse evento histórico. É um drama de guerra excelente e fora do padrão, mesmo que a intensidade emocional dificulte a recomendação para quem busca apenas uma diversão leve de fim de semana. Como o ano inicial da década foi escasso para grandes sucessos pipoca, é mais do que justo que uma obra sombria e desafiadora como essa ocupe a vaga de representante de 2020.
5. A Pior Pessoa do Mundo (2021)
A obra A Pior Pessoa do Mundo traz um clima um pouco mais leve, misturando drama com comédia na medida certa. O grande truque aqui é que os momentos engraçados servem para deixar as partes dramáticas ainda mais dolorosas pelo contraste puro. Os momentos tristes batem forte no estômago e a narrativa explora muito bem como a vida de um jovem adulto costuma ser uma verdadeira bagunça emocional.
A protagonista Julie não é exatamente a pior pessoa do planeta, mas ela é cheia de falhas reais e serve como uma janela aberta para explorar a nossa própria condição humana. A trama acompanha a jovem lidando com relacionamentos confusos e dúvidas assustadoras sobre o futuro profissional ao longo de vários anos. Falar que essa é uma das melhores misturas de comédia dramática que a cultura pop viu nos últimos anos passa longe de ser um exagero.
4. Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022)
Chamar Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo de o filme mais megalomaníaco dos últimos tempos ainda seria pouco para descrever a ambição desse projeto. A história começa focada numa mulher cansada lidando com impostos atrasados e brigas familiares, mas a situação explode rapidamente para uma ameaça bizarra que coloca o destino de todo o multiverso em risco. De alguma forma genial, os problemas normais do começo se conectam totalmente com a loucura de alto risco do final.
A produção queridinha do estúdio A24 atira para todos os lados possíveis. O longa mistura ficção científica com artes marciais brutais e momentos de pura comédia maluca sem perder a essência familiar. A grandiosidade dessa loucura rendeu vitórias gigantescas no Oscar, incluindo a cobiçada estatueta de Melhor Filme. Isso ajudou a eternizar 2022 como um daqueles anos maravilhosos em que o cinema inventivo dominou a maior premiação da indústria.
3. Vidas Passadas (2023)
Existem romances que são divertidos e empolgantes, e existem filmes como Vidas Passadas, que deixam o espectador emocionalmente exausto de tanta melancolia. O roteiro passa muito longe daquelas comédias românticas clichês que costumamos assistir no domingo à tarde para relaxar. A narrativa mergulha de cabeça no sentimento de saudade e no peso gigantesco de desejar que as coisas tivessem seguido um caminho diferente no passado.
A história aborda a dor silenciosa de olhar para o que poderia ter sido e encarar a realidade do que nunca aconteceu. É um filme contemplativo e devastador de uma maneira muito incomum, mas você com certeza sente o impacto profundo das decisões dos personagens. Se você gosta de chorar e refletir por dias sobre os acasos cruéis e maravilhosos da vida, essa é a indicação mais certeira possível.
2. Duna: Parte Dois (2024)
A primeira parte da franquia já tinha brilhado intensamente no seu ano de lançamento, mas Duna: Parte Dois precisava chegar aos cinemas para entregar a porção mais insana da obra original criada por Frank Herbert. A dinâmica funciona quase como nos grandes épicos de fantasia, onde o começo lento prepara o terreno para a explosão política grandiosa que acontece na segunda metade da aventura.
Enquanto o primeiro filme mostra o conflito nascendo devagar, essa sequência abraça uma busca cega por vingança que sai totalmente de controle e vira algo muito maior que uma simples rixa pessoal. A superprodução estrelada por Timothée Chalamet entrega visuais deslumbrantes e funciona como a experiência de ficção científica mais imersiva e épica da década até o momento. O longa fecha esse capítulo de forma majestosa no deserto e ainda deixa um gancho gigante para explodir no futuro.
1. Marty Supreme (2025)
Assim como o nosso representante anterior, Marty Supreme também conta com o talento elétrico de Timothée Chalamet, que abraça o caos de forma inacreditável aqui. O ator vive um malandro que tem o sonho de virar o maior jogador de tênis de mesa do mundo, mas ele é tão bom em arrumar inimigos que passa quase o filme inteiro tentando se livrar das confusões de rua em vez de treinar no esporte oficial.
O projeto comandado pelo diretor Josh Safdie funciona muito mais como um suspense cômico sombrio do que como um filme inspirador de esportes tradicional, mesmo acertando em cheio na tensão das cenas de jogo. É uma daquelas experiências sujas que causam ansiedade na medida certa, misturando o desespero do protagonista com algumas risadas nervosas da plateia. Chalamet incorporou o personagem de um jeito tão visceral e maluco que o filme virou um dos maiores fenômenos nas mesas de debate da atualidade.