O Presidente da República assinalou o Dia Mundial da Criança, celebrado esta segunda-feira, 1 de junho, com apelos à proteção da infância, destacando “estatísticas alarmantes” sobre a pobreza infantil.
O Dia Mundial da Criança é de celebração, mas a data deve igualmente convocar “para uma responsabilidade maior: refletir sobre o país que construímos diariamente para o futuro das novas gerações”, defende António José Seguro, em comunicado divulgado no site da Presidência da República.
Nesta mensagem, o chefe de Estado referiu-se a dados das “últimas semanas” sobre a realidade das crianças no país. Recorde-se que o estudo da Nova School of Business & Economics (Nova SBE), divulgado recentemente, refere que, em 2024, existiam cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal. São “estatísticas alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal”, assume Seguro.
“Sabemos que há crianças que passam fome; crianças privadas de atividades escolares, culturais ou desportivas por falta de recursos; crianças que crescem em contextos de pobreza, negligência, violência ou exclusão; crianças vítimas de abuso sexual e de violência doméstica”, afirma Seguro, indicando que “por detrás de cada um destes casos há um rosto, uma infância que é forçada a enfrentar demasiado cedo o peso da adversidade”. “Há sonhos que se vão apagando, talentos que ficam por revelar e caminhos que se estreitam quando deveriam abrir-se ao mundo”, lamentou.
Para o Presidente da República, “a forma como protegemos as nossas crianças constitui uma das mais exigentes provas da nossa humanidade e da nossa maturidade democrática”. Até porque, “quando uma criança vê o seu futuro limitado pelas circunstâncias em que nasceu, é o próprio país que falha no dever de lhe garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança”, considera.
Referindo que vivemos num tempo marcado “pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, António José Seguro faz um apelo: “Precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância”.