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FIFA tenta combater o anti-jogo, as perdas de tempo e os protestos. A Islândia não gostou de uma das novas regras.

O futebol tem sido um palco cada vez mais frequente de anti-jogo; de “truques”, de esquemas para enganar o árbitro para se conseguir o que se quer, mesmo que seja com atitudes pouco morais; de perdas de tempo propositadas e planeadas; de protestos.

A FIFA quer acabar com isso. Ou, pelo menos, vai tentar diminuir o número de situações em que isto se verifica. Por isso, já neste Mundial 2026 (ou a 1 de Julho, para quem não jogar nesse torneio), vão começar a ser aplicadas novas regras.

Uma destaca-se: um jogador que tape a boca enquanto está a falar… é expulso.

“É algo que vai ser sempre punido com vermelho, porque é algo que um jogador faz propositadamente, não instintivamente. Esperamos que os jogadores não façam isso”, justificou Pierluigi Collina, o antigo árbitro que agora é presidente do Comité de Arbitragem da FIFA.

Além disso, continua o Maisfutebol, e centrando nas perdas de tempo, em lançamentos e pontapés de baliza o jogador só tem 5 segundos para colocar a bola a rolar. Se não o dizer, a posse de bola passa para o outro lado.

Nas lesões: se a equipa médica entrar, o jogador só volta a entrar depois de estar um minuto fora, e na primeira paragem (exceptuando os guarda-redes, colisões entre dois colegas de equipa, lesões na cabeça, ou quem vai marcar um penálti).

O video-árbitro terá funções mais amplas: segundo amarelo e cantos passam a estar na lista do VAR.

1 minuto fora (ou mais?)

Voltando ao contexto da perda de tempo, mas nas substituições: se o jogador demorar mais de 10 segundos para sair (e pela linha mais próxima, como já acontecia), quem entrar vai ter de esperar um minuto fora de campo.

A equipa em causa fica com menos um jogador, durante esse minuto.

Aliás, essa mudança já foi aplicada. Aconteceu no jogo particular entre Islândia e Japão.

Um jogador da Islândia demorou mais de 10 segundos para sair – e o seu compatriota já não entrou.

A Islândia ficou com 10 jogadores em campo e o Japão aproveitou: marcou o único golo do encontro, vencendo por 1-0.

No entanto…não passou propriamente 1 minuto.

Analisando ao pormenor o vídeo acima, verificamos que passou 1m16s desde que o jogo recomeçou até ao momento em que a bola entrou na baliza da Islândia. E a Islândia continuava com 10 jogadores em campo.

Algo falhou. Ou a equipa técnica da Islândia não estava atenta, ou a equipa de arbitragem esqueceu-se do cronómetro.


Nuno Teixeira da Silva, ZAP //


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