O Ministério da Saúde de Itália decretou o isolamento de um habitante da ilha da Sardenha, regressado da República Democrática do Congo (RDC), por se suspeitar de contágio pelo vírus que causa o ébola.

O homem, residente em Cagliari, encontra-se em isolamento num hospital local, na Sardenha.

O cidadão regressou de Kinshasa, capital da RDC, onde se está a verificar um surto de ébola (febre hemorrágica altamente contagiosa), tendo aterrado em Roma no sábado (23) e, de seguida, apanhado um voo para a ilha italiana, onde informou ter tido febre e tosse ligeira durante alguns dias.

Segundo a autoridade de saúde italiana, o homem visitou familiares em Kinshasa no início de Maio, sem nunca sair da cidade. A zona onde se está a verificar o surto, a província de Ituri, fica longe da capital.

Embora os resultados dos testes ainda não sejam conhecidos, a situação não é considerada preocupante pela autoridade de saúde italiana.

Em comunicado, o Ministério da Saúde italiano garante que continuará a actualizar a informação em função da evolução da situação epidemiológica e sublinha que o risco em Itália continua a ser muito baixo.

Até ao momento, as duas pessoas que realizaram testes no hospital Sacco, em Milão, depois de regressarem do Uganda, apresentaram resultados negativos para o ébola.

Com mais de 100 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo declarou a 15 de Maio um surto de ébola, que está a afectar uma parte do seu vasto território e que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.

O vírus que causa o ébola já foi detectado em três províncias e no vizinho Uganda, onde foram confirmados dois novos casos na sexta-feira, elevando o número total de casos confirmados no país da África Oriental para nove.

Na RDC foram registadas 246 mortes e mais de mil casos suspeitos, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, agência para a área da saúde da União Africana (UA).

No sábado, o director-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pediu às comunidades afectadas no leste da RDC que encontrem soluções adaptadas às suas circunstâncias específicas, relembrando que as autoridades devem dizer às pessoas o que fazer, mas “também ouvi-las”, para se conseguir uma resposta mais eficaz ao vírus.

Fonte: Lusa