A BYD vai assumir os custos dos acidentes em caso de falha do sistema de condução autónoma, mas só na China e durante um ano.

A condução autónoma pode não reunir consenso, mas a BYD parece determinada em seguir caminho próprio e avançou com uma medida inédita: compromete-se a suportar integralmente os prejuízos resultantes de acidentes pelos quais os seus veículos sejam considerados responsáveis quando operarem em modo de condução autónoma.

Esta política aplica-se exclusivamente na China e aos sistemas de condução autónoma urbana “God’s Eye A” e “God’s Eye B”, desde que o condutor utilize a função em conformidade com as regras definidas pela marca. A cobertura será válida durante um ano após a entrega do veículo.

Nestas condições, a BYD assume os danos materiais do veículo, os prejuízos causados a terceiros e eventuais indemnizações por lesões corporais. Um dos aspetos mais relevantes desta iniciativa é o facto de não existir um limite máximo de indemnização estabelecido.

BYD Atto 3 EVO dianteira 3/4© BYD Depois de ter apostado numa medida semelhante para o sistema de estacionamento autónomo a marca pretende aplicar a mesma lógica à condução em ambiente urbano, um cenário significativamente mais complexo e exigente.

Além disso, os proprietários não terão de subscrever qualquer seguro específico para beneficiar desta proteção, nem verão o preços dos seus seguros agravados em caso de participação ao abrigo deste programa. Os atuais clientes poderão igualmente ser abrangidos após atualização remota para a versão “God’s Eye 5.0”.

O sistema “God’s Eye B”, equipado com LiDAR, é disponibilizado como opção por cerca de 12 mil yuan (aproximadamente 1530 euros à taxa de câmbio atual) e está a ser progressivamente alargado a toda a gama da marca.

Um sinal de confiança

A decisão foi revelada durante o evento Intelligence Strategy Launch Event, onde a BYD revelou algumas das suas mais recentes tecnologias e deu a conhecer o primeiro processador de 4 nanómetros desenvolvido internamente para aplicações de condução inteligente.

Para Wang Chuanfu, presidente da BYD, esta aposta é um sinal claro da confiança da empresa na maturidade dos seus sistemas de assistência à condução.

A fabricante já tinha seguido uma abordagem semelhante em 2025 com a funcionalidade de estacionamento autónomo de nível 4, assumindo então a responsabilidade por eventuais incidentes ocorridos durante as manobras.

Segundo a BYD, essa cobertura teve um impacto direto no aumento expressivo da utilização da função por parte dos clientes, com a marca a divulgar números que reforçam essa tendência.

No total, a fabricante chinesa indica já contar com mais de 3,15 milhões de veículos equipados com sistemas de condução assistida em circulação.

Sabe esta resposta?
Como se chamava o protótipo de um familiar acessível para a China desenvolvido pela Porsche?