A Operação Motor Seguro, conduzida pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), levou à apreensão de peças no valor superior a 600 mil euros em Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa.

Imagem publicada pela ASAE, no Facebook, a dar conta de que desmantelou uma rede e apreendeu mais de 14 mil peças automóveis contrafeitas.

A ASAE concluiu com sucesso uma operação de combate à contrafação de peças automóveis. De nome Operação Motor Seguro, a iniciativa foi conduzida pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal e abrangeu três concelhos: Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa.

O principal objetivo foi verificar se os componentes comercializados cumpriam as normas legais, nomeadamente no que diz respeito à autenticidade, origem e conformidade técnica, garantindo assim a proteção dos consumidores e da segurança rodoviária.

14 mil peças contrafeitas fora do mercado

Num valor de mais de 600 mil euros, foram apreendidos 14.629 artigos por contrafação, imitação e uso ilegal de marca.

Entre as peças recolhidas encontram-se filtros de óleo, filtros de combustível, filtros de ar e de habitáculo, rolamentos, válvulas, tensores de correia e cilindros de travão, todos eles componentes críticos para o funcionamento seguro de um veículo.

Segundo a ASAE, foi instaurado um processo crime pelos ilícitos detetados, incluindo fraude sobre mercadorias e venda ou ocultação de produtos.

Oficina, reparação de veículos

ASAE avisa condutores: o barato pode sair caro

A operação contou com o apoio de peritos europeus das marcas lesadas, que prestaram assistência técnica na identificação e confirmação da falsidade dos produtos.

Esteve, também, presente um investigador do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), reforçando a dimensão europeia do combate a este tipo de crime.

Na sequência desta apreensão, a ASAE alertou que utilizar peças automóveis contrafeitas é um risco real para a segurança de quem conduz e dos passageiros. De facto, poupanças na compra de componentes de origem duvidosa podem ter consequências graves e, em certos casos, fatais.

A entidade reforçou ainda o seu compromisso no combate à contrafação e à economia paralela, e recomendou que os consumidores adquiram sempre peças em estabelecimentos certificados e de confiança.