A guerra contra a IPTV continua. Uma onda de detenções acaba de atingir o mundo do streaming ilegal na Europa. As agências policiais de treze países desmantelaram nove redes criminosas e detiveram 29 piratas em apenas alguns meses.

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Polícia europeia desmantela 9 grupos

Uma grande operação policial internacional acaba de atingir o mundo do streaming ilegal. Coordenada pela Bulgária com o apoio da Europol, a operação mobilizou agências policiais de treze países, incluindo a Bélgica, França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Entre setembro de 2025 e abril de 2026, a operação, com o nome de código KRATOS 2, teve como alvo a infraestrutura central que alimenta o IPTV ilegal.

Antes da ofensiva, os investigadores realizaram investigações que revelaram a sofisticação da infraestrutura criminosa. Como explica a Europol, estão a surgir “redes criminosas complexas” que “dependem cada vez mais de infraestruturas técnicas sofisticadas, separando os sites visíveis aos utilizadores dos servidores que alojam os conteúdos ilegais”.

Cada vez mais, toda a infraestrutura está espalhada por diferentes países, de forma a iludir as autoridades. Um subscritor que pense estar a assistir a um jogo de futebol num serviço de IPTV sediado em Portugal pode estar a ligar-se a uma transmissão alojada nos Países Baixos, gerida por uma rede criminosa búlgara e faturada através de uma empresa de fachada irlandesa.

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Dedicados à transmissão ilegal de IPTV

Para desmantelar estas redes particularmente complexas, os investigadores rastrearam toda a cadeia da rede criminosa. Aqui incluem-se fornecedores de alojamento, administradores técnicos e todos os responsáveis ​​pelas finanças. Esta abordagem “permitiu às autoridades recolher informações sobre grupos criminosos organizados que operavam nos bastidores e identificar os principais suspeitos”.

Com base nas informações recolhidas, as autoridades detiveram 29 criminosos, identificaram 86 suspeitos e realizaram 148 buscas domiciliárias. Em paralelo, foram sinalizados 169 domínios e removidos 27.332 URLs que redirecionavam para serviços piratas de IPTV. No seu comunicado de imprensa, a Europol revelou que outras 72 investigações semelhantes ainda estão em curso. Estas investigações decorrem de informações recolhidas no âmbito da Operação KRATOS 2.

A ofensiva das autoridades não se fica por aqui. As forças policiais identificaram 4.370 novos sites relacionados com a pirataria e 18.331 endereços IP associados a serviços ilegais. No total, quase 400.000 URLs foram denunciados para remoção, com mais de 126.000 conteúdos ilegais adicionais. Espera-se, por isso, que novas ações sejam tomadas para combater estas redes de IPTV.