De acordo com os investigadores da Kaspersky, o WhatsApp, o Facebook e os SMS estão entre os principais canais usados pelos cibercriminosos, que recorrem cada vez mais à IA para tornar as burlas mais credíveis e difíceis de detetar.

Um novo estudo da Kaspersky revela que os utilizadores portugueses estão entre os mais afetados por burlas em aplicações de mensagens. Segundo os dados partilhados, uma única mensagem pode resultar numa perda média superior a 800 euros por vítima portuguesa, um valor que fica acima da média global de 675 euros.

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Entre os participantes portugueses inquiridos no estudo, 54% afirmaram ter sido vítimas de fraude em menos de 30 minutos, outro indicador acima da média global de 52%. Os investigadores da empresa de cibersegurança detalham que por detrás das mensagens está uma rede global altamente organizada que usa IA para imitar familiares, amigos e marcas de confiança. 


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Olhando para o panorama português, o WhatsApp surge como a principal plataforma utilizada nas burlas (56,57%), acima da média global de 43%. Seguem-se SMS/iMessage (49,4% em Portugal vs. 40% global) e Facebook (17,5% em Portugal vs. 27% global).

O estudo indica também que 52% das vítimas portuguesas entregaram dinheiro ou dados pessoais em menos de 30 minutos, sendo que 14% fizeram-no em menos de cinco minutos. Além disso, 60% das burlas que afetaram portugueses passaram por múltiplas plataformas, transitando, por exemplo, de SMS para o WhatsApp ou para o Telegram.

Embora a percentagem de participantes portugueses que afirmam ter perdido dinheiro com burlas seja inferior à média global (43% vs. 51%, respetivamente), os especialistas apontam para um impacto financeiro mais significativo entre as vítimas que foram efetivamente afetadas. 

Apesar de 45,4% dos portugueses terem perdido montantes inferiores a 125 euros, mais de 18% perderam acima de 1.245 euros, um valor bastante mais alto do que a média global de 11%. As burlas raramente são incidentes isolados: 28% das vítimas portuguesas afirmam ter sido alvo de fraude três ou mais vezes nos últimos seis meses.

“Esta nova vaga de burlas em aplicações de mensagens foi concebida para parecer indistinguível da comunicação quotidiana”, afirma Marc Rivero, Lead Security Researcher da equipa Global Research & Analysis Team (GReAT) da Kaspersky, citado em comunicado. 

Além disso, a IA está a acelerar esta tendência, ajudando os burlões a imitar de forma convincente marcas, vozes familiares e relações pessoais à escala global. Como resultado, estar simplesmente consciente do problema já não constitui proteção suficiente”, sublinha o investigador.

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