Um estudante de engenharia de 20 anos proveniente dos EUA foi encontrado morto numa zona montanhosa após ter desaparecido a 29 de maio em Quioto, no Japão. James “Weston” Higginbotham estava no país asiático de férias com a família, mas separou-se depois de uma discussão provocada pelo uso do ChatGPT por parte da mãe para decidir itinerários turísticos.
Foi a própria família a confirmar numa publicação nas redes sociais que o corpo de James “Weston” Higginbotham foi encontrado este sábado por uma equipa de voluntários à sua procura, depois de as autoridades japonesas terem terminado as buscas.
“É com o coração partido que a nossa família informa que o Weston foi encontrado sem vida por um grupo voluntário de busca e salvamento numa zona montanhosa nos arredores de Quioto. A dor que sentimos é impossível de descrever por palavras”, lê-se.
Dizendo-se “eternamente gratos pelo tempo” passado com o seu “querido e precioso Weston” e não conseguindo “sequer imaginar como será a vida sem ele”, os membros da família dizem-se também “profundamente agradecidos às inúmeras pessoas nos Estados Unidos, no Japão e em todo o mundo que partilharam a história do Weston, rezaram pela nossa família, ofereceram palavras de encorajamento e ajudaram nos esforços de busca”.
“A onda de bondade e apoio ajudou-nos a superar os dias mais sombrios das nossas vidas”, completam, pedindo agora que a família possa fazer o seu luto com privacidade.
De acordo com a CNN Internacional, a família — proveniente de Birmingham, no estado do Alabama — aterrou no Japão a 22 de maio para celebrar o final do ensino obrigatório do irmão mais novo de Weston. No entanto, após terem visitado cidades como Tóquio e Nikko, o jovem separou-se dos seus familiares a 29 de maio para explorar Quioto sozinho.
Além de ser um estudante de engenharia na Universidade de Auburn, Weston foi descrito pela emissora televisiva como um “naturalista apaixonado” cujo motivo para separar-se da família surgiu de uma discussão com a mãe sobre o seu uso do ChatGPT para orientarem a sua viagem. Em causa terá estado uma divergência sobre o uso de Inteligência Artificial, pelo elevado volume de recursos naturais — água, em particular — que estes modelos requerem para operar.
Segundo um outro artigo do mesmo canal norte-americano a detalhar a cronologia de acontecimentos desde o desaparecimento de Weston, no próprio dia da separação a família conseguiu verificar através de uma aplicação móvel que o jovem tinha entrado num comboio e visitado várias lojas. Após o envio de uma mensagem a perguntar-lhe para onde ia, Weston desativou a sua localização e não respondeu — um comportamento tido como atípico, adiantou a mãe.
Ainda a 29 de maio, Weston terá saído da estação de comboio de Quioto e, horas depois, foi captado por câmaras de vigilância a caminhar sozinho na zona de Yamashina, uma área de trilhos montanhosa e de floresta densa, situada na fronteira entre as prefeituras de Quioto e Shiga. No dia seguinte, a família reportou o seu desaparecimento à polícia.
Segundo a CNN, a polícia só iniciou as suas buscas a 2 de junho, por estar a aguardar confirmação da veracidade das imagens captadas pelas câmaras de vigilância. Tendo recebido a informação de que Weston gostava de fazer trilhos, as autoridades definiram a região florestal de Yamashina como a área de busca, mas tiveram de adiar as operações devido a uma tempestade.
Entre 3 e 5 de junho, mais de 100 agentes da polícia japonesa, munidos de cães pisteiros e um helicóptero, realizaram buscas intensivas, mas, ao fim de 72 horas, terminaram as operações, sem sucesso. A família, não desistindo, reuniu-se com residentes locais e formou uma equipa de busca e salvamento de voluntários, iniciando a sua procura em áreas das florestas de Yamashina que, segundo os Higginbothams, a polícia não tinha revistado.